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TIC, Educação e Web

Jorge Borges

A Tecnologia ao serviço da Educação

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  • 48 episodes
  • Avg 13 min
  • Portuguese
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  • September 12 · 8 min

    Literacia em Inteligência Artificial: Recomendações e Princípios Diretores

    Estas fontes debruçam-se sobre a Recomendação CM/Rec(2026)12 do Conselho da Europa, um marco regulatório de soft law que estabelece diretrizes para a literacia em inteligência artificial nos seus 46 Estados-membros. O documento propõe um modelo educativo assente em três pilares — as dimensões humana, tecnológica e prática — conferindo um protagonismo inédito aos impactos éticos, sociais e de direitos humanos. O objetivo central é capacitar os cidadãos, especialmente no contexto escolar, para interagirem com sistemas algorítmicos de forma crítica, autónoma e responsável, salvaguardando a agência humana perante a automatização. As fontes detalham ainda medidas para governos e instituições, sublinhando que a literacia em IA é fundamental para a preservação da democracia e para a tomada de decisões informadas, incluindo o direito de optar pela não utilização destas tecnologias. Estas análises enfatizam o papel vital dos educadores na promoção de um pensamento independente que permita aos alunos questionar e validar os resultados gerados por máquinas.

  • September 12 · 19 min

    Ética ou Técnica na Literacia em IA

    Sobre a Recomendação CM/Rec(2026)12 do Conselho da Europa, um marco regulatório de soft law que estabelece diretrizes para a literacia em inteligência artificial nos seus 46 Estados-membros. O documento propõe um modelo educativo assente em três pilares — as dimensões humana, tecnológica e prática — conferindo um protagonismo inédito aos impactos éticos, sociais e de direitos humanos. O objetivo central é capacitar os cidadãos, especialmente no contexto escolar, para interagirem com sistemas algorítmicos de forma crítica, autónoma e responsável, salvaguardando a agência humana perante a automatização. As fontes detalham ainda medidas para governos e instituições, sublinhando que a literacia em IA é fundamental para a preservação da democracia e para a tomada de decisões informadas, incluindo o direito de optar pela não utilização destas tecnologias. Estas análises enfatizam o papel vital dos educadores na promoção de um pensamento independente que permita aos alunos questionar e validar os resultados gerados por máquinas.

  • September 12 · 6 min

    Lições da Reforma Educativa na Inglaterra

    Os resultados do relatório PISA 2025 revelam um declínio generalizado no desempenho académico global em leitura, matemática e ciências, acentuado pelo uso excessivo de tecnologia e pela diminuição da leitura por prazer. Enquanto a Espanha e a média da OCDE apresentam quedas significativas, a Inglaterra destaca-se pela sua resiliência, mantendo pontuações elevadas graças a reformas estruturais focadas na disciplina, instrução direta e currículos ricos em conhecimento. Especialistas sugerem que a digitalização e a dependência de algoritmos estão a prejudicar a capacidade de concentração e o pensamento crítico dos jovens, afetando até as classes sociais mais favorecidas. Para contrariar esta tendência, recomenda-se um maior foco na literacia humana, como a filosofia e a oratória, em detrimento da dependência de ferramentas de Inteligência Artificial. O sucesso inglês serve agora de modelo para outros países que procuram elevar os seus padrões educativos através de evidências científicas e práticas pedagógicas rigorosas.

  • September 12 · 21 min

    O afundamento dos alunos mais ricos | PISA 2025

    Os resultados do relatório PISA 2025 revelam um declínio generalizado no desempenho académico global em leitura, matemática e ciências, acentuado pelo uso excessivo de tecnologia e pela diminuição da leitura por prazer. Enquanto a Espanha e a média da OCDE apresentam quedas significativas, a Inglaterra destaca-se pela sua resiliência, mantendo pontuações elevadas graças a reformas estruturais focadas na disciplina, instrução direta e currículos ricos em conhecimento. Especialistas sugerem que a digitalização e a dependência de algoritmos estão a prejudicar a capacidade de concentração e o pensamento crítico dos jovens, afetando até as classes sociais mais favorecidas. Para contrariar esta tendência, recomenda-se um maior foco na literacia humana, como a filosofia e a oratória, em detrimento da dependência de ferramentas de Inteligência Artificial. O sucesso inglês serve agora de modelo para outros países que procuram elevar os seus padrões educativos através de evidências científicas e práticas pedagógicas rigorosas.

  • September 10 · 19 min

    O modelo escolar estónio além do pódio

    A Estónia volta a destacar-se no PISA 2025. O que sustenta estes resultados? Autonomia pedagógica, apoio às dificuldades e uma aposta na tecnologia que começa nos professores. Um olhar sobre as escolhas estónias e o que podem ensinar a Portugal. Quando saem os resultados do PISA, procuramos quase sempre a mesma coisa: uma explicação que caiba numa frase. Um método de ensino, uma reforma curricular, uma tecnologia. Algo que possamos identificar, importar e pôr a funcionar no ano letivo seguinte. A Estónia merece uma leitura mais demorada. O seu percurso obriga-nos a olhar para a maneira como se organiza uma escola, para a ajuda que chega a um aluno quando começa a ficar para trás e para a liberdade de um professor que conhece a turma que tem à frente.

  • September 10 · 5 min

    Estónia no PISA 2025: Confiança, Equidade e Inovação Educativa

    A Estónia volta a destacar-se no PISA 2025. O que sustenta estes resultados? Autonomia pedagógica, apoio às dificuldades e uma aposta na tecnologia que começa nos professores. Um olhar sobre as escolhas estónias e o que podem ensinar a Portugal. Quando saem os resultados do PISA, procuramos quase sempre a mesma coisa: uma explicação que caiba numa frase. Um método de ensino, uma reforma curricular, uma tecnologia. Algo que possamos identificar, importar e pôr a funcionar no ano letivo seguinte. A Estónia merece uma leitura mais demorada. O seu percurso obriga-nos a olhar para a maneira como se organiza uma escola, para a ajuda que chega a um aluno quando começa a ficar para trás e para a liberdade de um professor que conhece a turma que tem à frente.

  • September 10 · 8 min

    Os ecrãs e a verdade

    Porque é que achamos algo bonito? A filosofia faz esta pergunta há dois mil e quinhentos anos e nunca a fechou de vez — e isso, longe de ser um problema, é exatamente o que a torna útil para uma aula de Filosofia, de Cidadania ou de Artes. Um pôr do sol fotografado à pressa, uma equação que finalmente bate certo, um rosto que só aparece no ecrã depois de passar por seis filtros diferentes. Os alunos de hoje chamam «lindo» a um número impressionante de coisas todos os dias — e raramente param para perguntar porquê. A filosofia começou a fazer essa pergunta há dois mil e quinhentos anos, na Grécia antiga, e nunca conseguiu fechá-la de vez. Talvez seja precisamente essa falta de resposta definitiva que torna o tema tão produtivo para uma sala de aula.

  • September 10 · 22 min

    A filosofia por trás dos filtros digitais

    Um pôr do sol fotografado à pressa, uma equação que finalmente bate certo, um rosto que só aparece no ecrã depois de passar por seis filtros diferentes. Os alunos de hoje chamam «lindo» a um número impressionante de coisas todos os dias — e raramente param para perguntar porquê. A filosofia começou a fazer essa pergunta há dois mil e quinhentos anos, na Grécia antiga, e nunca conseguiu fechá-la de vez. Talvez seja precisamente essa falta de resposta definitiva que torna o tema tão produtivo para uma sala de aula.

  • September 9 · 9 min

    Medir a AGI: Além do Hype

    Nos últimos meses, os responsáveis das maiores empresas de inteligência artificial do mundo têm feito afirmações cada vez mais ousadas sobre a chamada inteligência artificial geral — a ideia de uma máquina capaz de fazer, tão bem ou melhor do que um ser humano, praticamente qualquer tarefa intelectual. O problema é que essas mesmas empresas não conseguem concordar sobre o que a expressão significa, nem sobre quando esse momento chegaria, havendo mesmo quem admita tratar-se sobretudo de uma expressão de marketing. Para a escola portuguesa, essa disputa não é uma curiosidade da imprensa tecnológica: é um caso de estudo pronto a usar sobre como avaliar afirmações extraordinárias feitas por quem tem interesse direto em que sejam acreditadas.

  • September 9 · 14 min

    A era AGI entre marketing e contratos

    Onde se analisa a indefinição conceptual da Inteligência Artificial Geral (AGI) e as discrepâncias entre os líderes tecnológicos sobre quando esta será atingida. As fontes destacam que, embora empresas como a OpenAI e a Anthropic apresentem previsões audazes, falta um consenso científico sobre o que define efetivamente uma inteligência superior à humana. Perante esta incerteza, sugere-se que o sistema educativo utilize este debate como um caso de estudo para promover o pensamento crítico e a literacia mediática entre os alunos. O documento detalha ainda métricas alternativas, como a escala de níveis da Google DeepMind e a regulação europeia baseada na capacidade de cálculo. Em última análise, defende-se que a escola deve focar-se na capacidade de avaliar evidências, preparando os estudantes para um futuro onde a tecnologia evolui mais rapidamente do que as suas próprias definições.

  • September 8 · 26 min

    Alunos chineses tentam chumbar a IA

    Na Universidade de Fudan, na China, 51 estudantes fizeram um exame final pouco habitual: em vez de responderem a perguntas, tiveram de criar problemas capazes de levar alguns dos mais avançados modelos de inteligência artificial a errar. A experiência diz-nos bastante mais sobre educação do que sobre quem é mais inteligente — humanos ou máquinas.

  • September 8 · 6 min

    PISA 2025: A Crise na Leitura

    Os resultados do PISA 2025 colocam Portugal próximo da média da OCDE em Ciências, Leitura, Matemática e resolução computacional de problemas. Mas, por detrás dessa aparente estabilidade, há sinais que merecem atenção: a queda acentuada na leitura e na matemática, o peso persistente das desigualdades socioeconómicas e um paradoxo particularmente interessante — os alunos portugueses revelam bons resultados na resolução de problemas em ambientes digitais, precisamente quando a inteligência artificial começa a obrigar a escola a repensar o que significa aprender.

  • September 8 · 22 min

    A ilusão da média no PISA 2025

    Os resultados do PISA 2025 colocam Portugal próximo da média da OCDE em Ciências, Leitura, Matemática e resolução computacional de problemas. Mas, por detrás dessa aparente estabilidade, há sinais que merecem atenção: a queda acentuada na leitura e na matemática, o peso persistente das desigualdades socioeconómicas e um paradoxo particularmente interessante — os alunos portugueses revelam bons resultados na resolução de problemas em ambientes digitais, precisamente quando a inteligência artificial começa a obrigar a escola a repensar o que significa aprender.

  • September 8 · 9 min

    Fudan: O Exame Final de Inverter o Jogo com a IA

    Aqui descreve-se um exame final inovador na Universidade de Fudan, na China, onde os alunos foram desafiados a derrotar sistemas de inteligência artificial. Em vez de responderem a perguntas tradicionais, os estudantes tiveram de criar problemas complexos de mineração de dados para tentar induzir modelos como o Claude e o DeepSeek ao erro. O objetivo desta abordagem pedagógica, idealizada pelo Professor Xiao Yanghua, foi inverter os papéis convencionais, incentivando os alunos a agirem como juízes críticos em vez de meros executores de tarefas. Os resultados revelaram que, embora seja simples causar falhas pontuais, é extremamente difícil comprometer sistematicamente o desempenho das máquinas mais avançadas. Esta experiência salienta que o domínio humano sobre a tecnologia exige agora uma compreensão profunda das vulnerabilidades algorítmicas e uma capacidade superior de avaliação. Em última análise, o texto reflete sobre a necessidade de adaptar a educação para valorizar o julgamento humano num mundo onde a execução técnica está a tornar-se automatizada.

  • September 7 · 8 min

    A IA e o Ensino Superior

    Um comité criado pelo MIT para estudar o impacto da inteligência artificial na sala de aula chegou a uma conclusão que poucas instituições do seu prestígio assumiriam publicamente: a IA já consegue, hoje, completar de forma credível praticamente qualquer trabalho escrito exigido a um aluno de licenciatura, do ensaio ao problema de matemática, passando pela demonstração e pelo código. A resposta que o MIT propõe não é proibir nem baixar os braços — é repensar, com alguma urgência, o que significa ensinar e avaliar numa universidade onde essa ferramenta já está em cada telemóvel. O que o relatório descreve sobre o ensino superior norte-americano já tem eco nas universidades portuguesas, onde a mesma tensão entre proibir e adaptar está a dividir docentes e instituições.

  • September 7 · 12 min

    A IA já tira licenciaturas no MIT

    Um comité criado pelo MIT para estudar o impacto da inteligência artificial na sala de aula chegou a uma conclusão que poucas instituições do seu prestígio assumiriam publicamente: a IA já consegue, hoje, completar de forma credível praticamente qualquer trabalho escrito exigido a um aluno de licenciatura, do ensaio ao problema de matemática, passando pela demonstração e pelo código. A resposta que o MIT propõe não é proibir nem baixar os braços — é repensar, com alguma urgência, o que significa ensinar e avaliar numa universidade onde essa ferramenta já está em cada telemóvel. O que o relatório descreve sobre o ensino superior norte-americano já tem eco nas universidades portuguesas, onde a mesma tensão entre proibir e adaptar está a dividir docentes e instituições.

  • September 6 · 8 min

    Por que o mapa engana

    Em setembro de 2026, a Assembleia-Geral da ONU aprovou uma resolução histórica para promover o uso de mapas que representem fielmente o tamanho real dos continentes, combatendo a distorção da tradicional projeção de Mercator. Esta decisão, impulsionada pelo Togo e pelo Grupo Africano, incentiva a adoção de alternativas como a projeção Equal Earth em contextos educativos e digitais para corrigir a sub-representação visual de África. O texto destaca que a escolha de um mapa não é um ato neutro, funcionando antes como uma ferramenta de pensamento crítico e literacia mediática. No contexto escolar português, o artigo propõe utilizar este caso prático para ensinar os alunos a questionar a objetividade das representações geográficas e a influência destas na nossa perceção do mundo. A iniciativa sublinha que, embora o mapa de Mercator seja útil para a navegação, a sua escala desproporcional reforça preconceitos que as Nações Unidas pretendem agora mitigar através de uma cartografia mais equitativa.

  • September 6 · 19 min

    A mentira visual do nosso mapa-múndi

    Durante quatro séculos e meio, qualquer aluno que abrisse um mapa-múndi viu a Gronelândia quase do tamanho de África, sem que ninguém alguma vez lhe tivesse dito que isso era falso. Na sexta-feira, dia 4 de setembro de 2026, a Assembleia-Geral das Nações Unidas votou para começar a mudar isso. A resolução não reescreve fronteiras nem obriga ninguém a nada — mas dá à escola portuguesa um exemplo concreto, recente e visualmente evidente de uma ideia que a Cidadania e Desenvolvimento tenta ensinar há anos: nenhuma representação do mundo é neutra, nem sequer a que está pendurada na parede da sala de aula desde sempre.

  • September 6 · 7 min

    Menos ecrãs não é a resposta: o que a APA recomenda às escolas sobre tecnologia educativa

    Nos últimos dez anos, a discussão sobre tecnologia nas escolas costuma reduzir-se a uma única pergunta: quantas horas de ecrã são demasiadas? A American Psychological Association acaba de publicar um relatório que muda a pergunta. Não é quanto tempo, dizem os autores — é o quê, para quê, com quem e em vez de quê. E há uma frase que resume todo o argumento: uma criança pode estar completamente entretida com uma aplicação e não estar a aprender nada com ela.

  • September 6 · 27 min

    Tempo de ecrã é uma métrica vazia

    O relatório da American Psychological Association (APA), juntamente com a cobertura da Wired e da Chalkbeat, propõe uma mudança de paradigma sobre a tecnologia educativa. Em vez de focar apenas no tempo de ecrã, as fontes defendem que a eficácia pedagógica depende da qualidade da atividade e do que esta substitui no quotidiano dos alunos. O documento sublinha que o entusiasmo ou entretenimento com uma aplicação não garantem a aprendizagem real, sendo necessário avaliar a retenção de conhecimento fora do ambiente digital. Existe uma recomendação de cautela redobrada com a inteligência artificial generativa, que pode polir resultados imediatos mas prejudicar o desenvolvimento do pensamento independente. O papel dos adultos e educadores continua a ser essencial para mediar estas ferramentas e evitar distrações desnecessárias. Em suma, as fontes apelam a decisões escolares baseadas em evidência científica e não em promessas de marketing tecnológico.

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