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Artwork for Tempo ao Tempo

Tempo ao Tempo

Rui Tavares

Tempo ao Tempo é um podcast de histórias da História, de passado, presente e futuro, e da mudança da memória no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-história e a História global, a História europeia e a História nacional, sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva histórica os nossos dilemas do presente. Com o tempo, vão aparecer texturas e um padrão narrativo, que ajudará a fazer sentido do todo. Mas o todo será sempre multímodo, polifónico e eclético. De muitos caminhos. 

Todas as quintas-feiras um novo episódio escrito e narrado por Rui Tavares, com apoio à produção de Leonor Losa. 

A sonoplastia de Tempo ao Tempo é de João Luís Amorim e a capa é de Vera Tavares e Tiago Pereira Santos. 

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  • 32 episodes
  • weekly
  • Avg 26 min
  • Portuguese
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  • S1 · E76
    Yesterday · 19 min

    O génio da lâmpada de Aladino era mesmo um génio? Como a tradução pode evocar novos significados para palavras antigas

    Neste episódio, Rui Tavares parte do célebre autómato de Jacques de Vaucanson, desmontado mais de um século depois pelo mágico Robert-Houdin, para revisitar um tempo em que a fronteira entre ciência, técnica, ilusão e maravilhamento era tudo menos nítida. O pato que parecia viver escondia um truque. Mas nem por isso deixava de suscitar uma pergunta fundamental: até que ponto uma máquina pode imitar a vida? See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E75
    October 22 · 16 min

    A filha de Descartes, o pato mecânico e o homem-máquina

    Esta semana em Tempo ao Tempo, Rui Tavares continua a procurar no passado a relação entre homem e máquina, desta vez indo até Decartes e Jacques de Vaucanson, inventor do “Pato-Mecânico” e perguntamos o que nos separa das máquinas — e se essa fronteira ainda existe. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E74
    October 15 · 20 min

    1709: O grande Inverno em que Aladino chegou à Europa

    O cenário é o grande inverno de 1709, um dos mais rigorosos de que há memória na Europa. É nesse contexto que Hanna Diyab, um viajante sírio de Alepo, conta a Antoine Galland histórias que viriam a transformar para sempre o imaginário ocidental. Entre elas estão Aladino e Ali Babá, personagens hoje inseparáveis das Mil e Uma Noites. Ao mesmo tempo, nascem duas figuras que marcariam a história dos autómatos e da ideia do corpo como máquina. Literatura, ciência, magia, religião e tecnologia começam a entrelaçar-se de forma inesperada. Um episódio sobre encontros improváveis, histórias viajantes, apropriações literárias e um ano extraordinário em que diferentes formas de inteligência não humana começam a ocupar um lugar novo no imaginário europeu. Entre o génio das “Mil e Uma Noites” e os primeiros sonhos de criar máquinas capazes de imitar a vida, desenha-se uma encruzilhada que continua a interpelar-nos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E73
    October 8 · 25 min

    E se as pedras estiverem vivas? O mundo das inteligências não-humanas na antiguidade

    Quando o antropólogo Irving Hallowell perguntou a um ancião Ojibwa se todas as pedras estavam vivas, recebeu uma resposta inesperada: “Não. Algumas estão” A partir dessa ideia, percorremos diferentes formas de compreender o mundo e as entidades que o habitam. Dos daimones de Sócrates e das categorias propostas por Apuleio aos djinns da tradição islâmica e às cosmologias estudadas pelo antropólogo Philippe Descola, encontramos maneiras muito diversas de pensar a relação entre humanos e não humanos. Animismo, totemismo, analogismo e naturalismo ajudam-nos a perceber que aquilo que hoje entendemos como evidente nem sempre o foi. Durante grande parte da história, as fronteiras entre pessoas, animais, plantas, espíritos e coisas desenhavam-se de forma muito diferente. E chegamos inevitavelmente ao presente: quando falamos com uma inteligência artificial, quem responde do outro lado? See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E72
    October 1 · 22 min

    Inteligência Artificial na antiguidade? Quando os oráculos eram os algoritmos do passado

    Memória, imaginação e coragem são os três desejos que guiam Rui Tavares numa viagem em busca de instrumentos para pensar o presente e enfrentar o futuro. Este episódio assinala o início de um novo projeto de escrita, um livro em construção que cruza mitologia, história, religião e tecnologia para refletir sobre os desafios colocados pela inteligência artificial. Partindo de um mosaico da Antiguidade e das histórias de oráculos, génios, lares, musas e outras entidades que habitavam o imaginário greco-romano, o episódio recupera a longa experiência da humanidade na relação com inteligências consideradas diferentes da sua. Durante milénios, os seres humanos acreditaram viver rodeados por vozes, espíritos e vontades não humanas, e aprenderam a interpretar, temer ou negociar com elas. A inteligência artificial é realmente uma novidade? Rui Tavares propõe uma perspetiva inesperada: para compreender as inteligências não humanas que hoje emergem à nossa volta, talvez seja útil olhar para um passado em que elas já pareciam estar por toda a parte. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E71
    September 24 · 37 min

    Quem foram os professores que inspiraram a carreira de Rui Tavares? Uma história sobre o caminho académico do historiador

    Neste episódio, Rui Tavares recupera o seu passado de aluno e recorda aqueles professores que marcaram a trajetória da sua formação como historiador, desde a escola primária à universidade, passando pelos anos de formação em França. São histórias de vocação, aprendizagem, amizade e gratidão, contadas num registo pessoal e próximo, como uma conversa entre antigos colegas de escola. No centro destas memórias está António Manuel Hespanha, professor admirado por várias gerações e mestre de alunos que seguiram caminhos muito diferentes. Através das suas aulas, das suas ideias e do seu exemplo, o episódio reflete sobre aquilo que um grande professor pode deixar para lá dos programas, dos exames e das notas. Uma homenagem a todos os professores que continuam a acompanhar-nos muito depois da última aula. Porque, de certa forma, nunca deixamos totalmente de ser alunos daqueles que nos marcaram. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E70
    September 17 · 28 min

    Guerras Culturais: A invenção da imprensa ajudou à disseminação das ideias (e à censura) no século XVI

    No episódio anterior, Rui Tavares mostrou como as guerras culturais se ancoram no confronto entre identidades, valores e narrativas, e como a invenção da imprensa revolucionou a forma de contar, difundir e disputar ideias. Neste episódio, a história continua a partir das indulgências e da Reforma Protestante, um dos primeiros grandes exemplos de uma divisão cultural amplificada por uma revolução tecnológica. À medida que a imprensa acelerava a circulação de textos, imagens e polémicas, cresciam também a polarização, a censura e a propaganda. A ansiedade perante a sobrecarga informativa, que hoje associamos às redes sociais e ao mundo digital, acompanhou também os primeiros séculos da imprensa: nos séculos XVI, XVII e XVIII, muitos acreditavam que existia informação a mais, livros a mais, e que ninguém conseguia acompanhar tudo o que era publicado. Entre Lutero, Erasmo, a Bíblia Poliglota e os primeiros fenómenos de comunicação de massas, este episódio aprofunda a relação entre guerras culturais e tecnologia, mostrando como as revoluções da comunicação não mudam apenas a forma de transmitir ideias. Mudam também a forma como pensamos, escolhemos lados e imaginamos o mundo. Lista de obras musicais utilizadas neste episódio: Debussy - Petite Suite Menuet Vivaldi ‌- Gnossiene No.1 (Satie), Laurent Dury Lee John Gretton - Knowing Half the Future Giovanni Paolo Picchi - Canzon Quinta Georges Delerue - Gaillarde et air Steven Johh Carter - The Passing of Time Georges Delerue - Lamento See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E69
    September 10 · 25 min

    Entre Gutenberg e o Burkini: Onde crescem as guerras culturais?

    A cultura é um terreno de disputas constantes e as guerras culturais surgem quando valores, identidades e narrativas entram em conflito e despertam emoções intensas. Muitas vezes, não são os acontecimentos em si que dividem as pessoas, mas a forma como são contados, interpretados e partilhados. Da imprensa do século XV às redes sociais de hoje, as histórias continuam a moldar opiniões, criar pertenças e alimentar divisões. A partir da história da invenção da imprensa, Rui Tavares mostra como as ideias ganham vida própria quando passam de pessoa para pessoa, de livro para rumor, de facto para mito. E é precisamente essa viagem entre passado e presente que torna este episódio tão atual e relevante. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E68
    September 3 · 13 min

    Como surgiram os conceitos de esquerda e direita na política? Uma viagem até Versalhes e à revolução francesa

    Afinal, de onde vêm os termos esquerda e direita? A resposta é mais simples do que muitos imaginam. Nascidos durante a Revolução Francesa, esquerda e direita surgiram a partir de um detalhe quase corriqueiro: o lugar escolhido pelos deputados numa sala de debates. Mas aquilo que parecia ser apenas uma questão de lugares acabou por refletir diferenças profundas sobre o poder, os direitos e o futuro da sociedade. Neste episódio, viajamos até 1789 para descobrir como uma circunstância aparentemente banal deu origem a duas das palavras mais influentes da política moderna. Uma história surpreendente que mostra como pequenos acontecimentos podem deixar uma marca duradoura na forma como entendemos e discutimos a política ainda hoje. Lista de músicas usadas no episódio: Antonio Vianello - “I’ll Wait For You” Roman Andor - “Brilliant Mind” Mozart - “Sinfonia Concertante” Daniel Pemberton - “Civil Uprising Mozart - “Variations on ‘Ein Madchen oder Weibchen’” See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • August 6 · 42 min

    Os mais ouvidos de 2026: Beatriz Ângelo, a primeira mulher a conseguir votar em Portugal

    Recorde aqui um dos episódios mais ouvidos do podcast Tempo ao Tempo, onde Rui Tavares nos conta a história de Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher a poder votar em Portugal durante a Primeira República, aproveitando uma exceção que lhe conferiu o direito (e uma salva de palmas). See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E67
    July 30 · 25 min

    A história das férias pagas e a conquista do direito a não contar o tempo

    No verão de 1936, França assistiu a uma transformação inédita. Com a aprovação de duas semanas de férias pagas pelo governo da Frente Popular, milhões de trabalhadores passaram a poder fazer algo até então reservado a uma minoria: descansar sem perder salário. Mas esta conquista social desencadeou uma guerra cultural. Além do entusiasmo por parte dos trabalhadores, a medida provocou também uma forte reação. Parte da imprensa conservadora e de extrema-direita ridicularizou os novos veraneantes, anunciou o declínio das praias e dos costumes, apresentando as férias pagas como uma ameaça à ordem social. Neste último episódio antes das férias de Tempo ao Tempo, Rui Tavares conta a história das férias, desde as pausas religiosas e o lazer aristocrático até ao nascimento do trabalho industrial, que separou claramente o tempo de trabalho do tempo de descanso. As férias pagas, que em Portugal só seriam instituídas depois do 25 de Abril, tornaram-se uma das grandes conquistas sociais do século XX: o direito de, por alguns dias, deixar de contar o tempo. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E66
    July 23 · 20 min

    Quem inventou a semana? A história dos sete dias que moldam as nossas vidas e o trabalho

    Há uma evidência que raramente questionamos: a semana. Vivemos orientados por segundas-feiras, esperamos pela sexta e contamos os dias até ao fim de semana… A semana está tão entranhada na vida quotidiana que raramente se pensa nela. No entanto, ao contrário do dia, do mês ou do ano, não corresponde a nenhum fenómeno natural. É uma convenção humana que acabou por por se tornar o principal ritmo da vida moderna. Neste episódio, a atenção recai sobre essa estranha invenção de sete dias que organiza o trabalho, o descanso, a religião e a própria perceção do tempo. Porque razão a semana tem sete dias? De onde vêm os nomes dos dias? E porque é que, em português, a segunda, a terça, a quarta, a quinta e a sexta-feira são diferentes do Monday, do Tuesday ou do jeudi? Entre tradições religiosas, heranças da Antiguidade e transformações do mundo do trabalho, emerge uma ideia simples: poucas criações humanas tiveram tanto sucesso como a semana. Tão bem-sucedida, aliás, que quase já ninguém se recorda de que foi inventada. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E65
    July 16 · 19 min

    Como começa o tempo? A história do ano 1 do calendário Islâmico

    Partimos de Bassorá, cidade nas margens da antiga Mesopotâmia, para seguir a história da origem do calendário da Égira. O ponto de partida é quase burocrático: uma carta enviada para Medina sem indicação do ano. Mas dessa dificuldade administrativa nasce uma questão muito maior: como começar a contar o tempo de uma nova comunidade, de um novo império, de uma nova visão do mundo? Neste episódio, Rui Tavares percorre a história da criação do calendário islâmico e explica por que razão venceu a Hégira — a migração de Maomé de Meca para Medina — como marco inaugural da nova era. Pelo caminho cruzam-se religião, política, cronologia e memória, num exercício que recorda que os calendários não são neutros: são formas de organizar o passado e dar sentido à história. Porque, afinal, contar o tempo é também uma maneira de contar o mundo. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E64
    July 9 · 23 min

    O CR7 do ano 147: Caio Apuleio Diocles, o atleta lusitano que terá ganho mais dinheiro e mais fama que Cristiano Ronaldo

    A notícia da possível despedida de Cristiano Ronaldo dos Campeonatos do Mundo leva-nos à singular história de Caio Apuleio Diocles, ou Lamecus, talvez o mais célebre e rico desportista da Antiguidade. Entre a história e a curiosidade, este episódio estabelece um paralelo fascinante entre duas figuras ligadas ao atual território português, separadas por quase dois mil anos. Identificado nas inscrições romanas como lusitanus e tradicionalmente associado a Lamego, Diocles participou em mais de quatro mil corridas de quadrigas, conquistou mais de mil e quatrocentas vitórias e acumulou uma fortuna que, em valores atuais, poderá corresponder a milhares de milhões de euros. Com base nas inscrições romanas que preservaram a sua memória, o episódio conduz-nos ao universo das corridas de quadrigas, o grande espetáculo de massas do Império Romano, onde a fama, o dinheiro e as rivalidades entre equipas mobilizavam multidões. Uma comparação inesperada entre dois campeões que marcaram o seu tempo, Ronaldo e Diocles, revela como o culto dos grandes atletas atravessa os séculos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E63
    July 2 · 38 min

    Marc Bloch e Simone Vidal: a história serve para quê, afinal?

    A recente panteonização do historiador francês Marc Bloch e da sua mulher, Simone Vidal, oitenta e dois anos após as suas mortes, serve de ponto de partida para uma profunda reflexão de Rui Tavares sobre a história e para que serve a história. Marc Bloch e Simone Vidal entraram, por proposta de Emmanuel Macron, no Panteão de Paris, onde são agora evocados através de cenotáfios que preservam a sua memória, uma vez que os seus restos mortais permanecem no local de origem. Figura nuclear da historiografia contemporânea, fundador da Escola dos Annales e da corrente da História das mentalidades; defensor de uma História entendida como ciência da humanidade e da mudança, Bloch distinguiu-se também pelo seu compromisso ético e político: recusou o exílio e integrou a Resistência francesa, acabando por ser preso e executado pela Gestapo em 1944. Da interrogação do seu filho quando menino “para que serve a História?” nasceu Apologia da História, obra interrompida pela violência da guerra. Mostrando-nos como a família se posicionou politicamente face à panteonização de Bloch e Vidal, Rui Tavares aproveita para refletir sobre o legado do historiador: a busca da verdade, a empatia pelo passado e a coragem perante a adversidade. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E62
    June 25 · 14 min

    O Queijo e os Vermes: o legado Carlo Ginzburg nos modos modernos de fazer e pensar a história

    Interromper a programação prevista para falar do historiador Carlo Ginzburg por ocasião da sua morte, não é um gesto circunstancial, mas uma exigência da própria prática da história. Neste episódio Rui Tavares traz-nos um pouco da biografia de Ginzburg, evoca como o seu pensamento moldou a forma como olhamos para o passado e, de certo modo, reconhece a sua própria filiação intelectual. Num século marcado por grandes sínteses e ambições de totalidade, a proposta de Carlo Ginzburg foi a de reduzir a escala. Não para diminuir a história, mas para a tornar mais densa. Na obra “O Queijo e os Vermes”, em vez de vastos panoramas de uma época, mostra-nos um moleiro; em vez de procurar no pormenor a confirmação da norma, endereça o atípico como forma de questionar as certezas acerca do passado; em vez de usar os documentos do passado como provas, trata o arquivo como um terreno vivo, quase ao modo antropológico. Interromper para falar de Ginzburg é, por isso, também lembrar que fazer história implica saber parar — e reconhecer quem nos ensinou a ver no ínfimo uma outra forma de grandeza. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E61
    June 18 · 35 min

    Magnífica Humanitas: o que a encíclica de Leão XIV nos diz sobre a IA e o futuro da humanidade

    Na encíclica Magnifica Humanitas, de maio de 2026, o Papa Leão XIV apresenta a inteligência artificial como uma questão existencial, comparável a outros grandes desafios da humanidade, e coloca-a perante um dilema: entre uma nova Babel — marcada pela perda de sentido humano — e a construção de uma comunidade assente na responsabilidade partilhada. A partir deste documento, Rui Tavares retoma a reflexão sobre a história do futuro, lendo-o nos sinais do presente, como faria um historiador. Na encíclica Leão XIV defende a cooperação, critica o nacionalismo e a ausência de regulação global, convocando referências de Santo Agostinho a Hannah Arendt e Tolkien. Mas o episódio detém-se também no que falta: a ausência de Pentecostes, num tempo em que a tecnologia começa a ultrapassar barreiras linguísticas. Entre história, tecnologia e ética, este episódio propõe escutar o presente como um arquivo vivo, procurando nele os sinais do futuro. Porque, bem vistas as coisas, e como William Gibson sublinha, “o futuro já está aqui, só não está bem distribuído”. Nota: Todas as músicas utilizadas neste episódio foram geradas por IA. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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