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Society & CultureScienceBusiness

Fundação (FFMS) - [IN]Pertinente

Fundação Francisco Manuel dos Santos

4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN] Pertinente. Um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há factos, há argumentos. 

[IN] Pertinente é um podcast da Fundação Francisco Manuel dos Santos que pretende dar respostas às perguntas de todos, contribuindo para uma sociedade mais informada. 

Voz: Isabel Abreu; Banda Sonora: Fred Pinto Ferreira

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  • 30 episodes
  • weekly
  • Avg 45 min
  • Portuguese
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  • Friday · 44 min

    SOCIEDADE | Da Odisseia ao Grand Tour: o que é «ser europeu»?

    Como se define a Europa? Existem valores europeus? Na estreia desta nova série, Pedro Mexia e Hugo van der Ding fazem um périplo pela «ideia de Europa» – da herança histórica ao espaço geográfico, dos mitos clássicos às narrativas atuais. O filme «Odisseia», de Christopher Nolan, serve de ponto de partida para uma conversa entre Pedro Mexia e Hugo van der Ding sobre a Europa e sobre aquilo que reconhecemos como europeu. O que esteve na base da inesperada polémica em torno do filme? Como foram tratados a figura do herói e a guerra, a hospitalidade e os “bárbaros”? Seremos todos gregos? Guiada pelo ensaio «A Ideia de Europa», do filósofo e crítico literário George Steiner, a dupla percorre também uma Europa de cafés e de caminhos, de memória e de monumentos, e de um legado simultaneamente glorioso e incómodo. Que liberdade e privilégio havia no 'Grand Tour' europeu? E que valores são realmente «europeus»? Serão diferentes dos valores universais? Pelo caminho, poeta e humorista confrontam a noção de uma Europa construída sobre a circulação de pessoas, bens e capitais com as fraturas provocadas pelos atuais movimentos migratórios. Entre mitos antigos e dilemas contemporâneos, que Europa é esta que (ainda) tentamos definir? Um episódio imperdível - e [IN]Pertinente – para ouvir e pensar. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Homero, «Odisseia» (tradução de Frederico Lourenço, ed. orig. Livros Cotovia, 2003, ed. atual Quetzal) Homer, «The Odyssey», (tradução de Emily Wilson, W. W. Norton, 2018) Steiner, George, «A Ideia da Europa» (Relógio D’Água, ed. orig. 2004) Wilson, Emily, «An Uncomplicated Man», (London Review of Books, 13.08.26) Mendelsohn, Daniel, «Artful Weaving» (The New York Review of Books, 20.08.26) BIOS Pedro Mexia Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972. É crítico e cronista do Expresso. Integra o painel do Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer (SIC-Notícias) e colabora com o podcast O Poema Ensina a Cair. Coordena a colecção de poesia da Tinta-da-china e dirige a edição em português da revista Granta. Publicou nove livros de poesia, oito colectâneas de crónicas (Lá Fora venceu o Grande Prémio de Crónica da APE) e seis volumes de diários, incluindo o recente Zero (2026). Hugo Van der Ding Locutor, criativo e desenhador acidental. Uma espécie de cartunista de sucesso instantâneo a quem bastou uma caneta BIC, uma boa ideia e uma folha em branco. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

  • October 8 · 1 hr 2 min

    Amadora: muito mais que um subúrbio?

    Às portas de Lisboa, o concelho da Amadora ganhou fama pelos prédios residenciais e o elã de insalubridade histórica de muitos bairros. Território onde a multiculturalidade é central há várias décadas, da Amadora também têm partido artes e artistas da maior projeção nacional e internacional. Há demasiado preconceito em relação à Amadora? Como é afetada pelas dinâmicas metropolitanas da habitação? Como se relaciona com Lisboa? O que significa «ser da Amadora» nos dias de hoje? É o tema deste episódio do «Da Capa à Contracapa» com Cátia Bruno, jornalista e autora de “O Subúrbio” e Fernando Ribeiro, músico e fundador dos Moonspell, natural da Amadora. Um programa feito em parceira pela Fundação com a Rádio Renascença.

  • October 1 · 42 min

    POLÍTICA | Quais são as linhas vermelhas do debate político?

    Onde se traça a fronteira entre o confronto de ideias e a hostilidade política? Que impacto tem a agressividade parlamentar na democracia e nos cidadãos? Neste episódio, a politóloga Sofia Serra-Silva e a humorista Luana do Bem analisam o estado atual do discurso político em Portugal e no mundo. O conflito político é inevitável, e até desejável, numa democracia representativa. No entanto, estudos demonstram que, nos últimos anos, a incivilidade parlamentar assumiu maior protagonismo. Nesta conversa, a politóloga e a humorista esclarecem que a agressividade na política está ligada à polarização afetiva e não cresce de forma linear: oscila em torno de determinados temas - como a imigração ou o crime - e intensifica-se em momentos específicos - como nas campanhas eleitorais. A dupla aborda também o papel das redes sociais na amplificação do discurso hostil e questiona quem conduz esta escalada. Será que existem diferenças de género na agressividade política? E que políticos têm mais propensão para discursos incendiários? Pelo caminho, Sofia Serra-Silva oferece exemplos de respostas institucionais já implementadas noutros países para promover boas práticas parlamentares e compara-as com a realidade nacional. Para refletir sobre o peso das palavras no jogo democrático, não perca este [IN]Pertinente. REFERÊNCIAS ÚTEIS Bøggild, T., & Jensen, C. (2024) «When politicians behave badly: Political, democratic, and social consequences of political incivility» (American Journal of Political Science. Advance online publication) de León, A. (2026) «Asymmetric contagion: The radical right and the erosion of parliamentary civility. Parliamentary Affairs» (Advance online publication) Dodeigne, J. (2025) «Hostility and democratic erosion: Introducing the Political Hostility Scale (PHOS)» (Democratization. Advance online publication) Garzia, D., Ferreira da Silva, F., Reiljan, A., & Trechsel, A. H. (2025) «Affective polarization» (In Oxford Research Encyclopedia of Politics. Oxford University Press) Lee, A. H.-Y., & Ahn, C. (2025) «Talking politics in a polarized America: How perceived polarization shapes political self-censorship» (Political Behavior. Advance online publication) Mutz, D. C., & Reeves, B. (2005) «The new videomalaise: Effects of televised incivility on political trust» (American Political Science Review, 99(1), 1–15) Røed, M., Bäck, H., & Carroll, R. (2025) «Who polarizes parliament? Partisan hostility in Norwegian legislative debates» (Party Politics, 31(1), 137–147) Törnberg, P., & Chueri, J. (2025) «Elite political discourse has become more toxic in Western countries» (arXiv:2503.22411). arXiv. Wagner, M. (2024) «Affective polarization in Europe» (European Political Science Review, 16(3), 378–392) Yildirim, T. M. (2017) «Politics of constituency representation and legislative ambition under the glare of camera lights» (Legislative Studies Quarterly, 42(1), 101–130) BIOS Sofia Serra-Silva Cientista política, doutorada em Política Comparada pela Universidade de Lisboa, estuda a forma como as instituições políticas e os cidadãos interagem na nova era digital. Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

  • September 24 · 41 min

    ECONOMIA | A crise da habitação trava a produtividade?

    Desde 2015, os preços da habitação em Portugal subiram em flecha: registámos o segundo maior aumento da UE, a seguir à Hungria. E o ritmo não está a abrandar. No início de 2026, a subida homóloga foi a mais alta da União Europeia. Mas o problema mais grave está noutros números: em 10 anos, o preço das casas aumentou quatro vezes mais do que os rendimentos dos portugueses. Nesta conversa, João Duarte e Manel Rosa explicam porque é que esta crise não afeta apenas quem procura casa, mas toda a economia. Ficamos a saber que uma cidade cara expulsa talento, fragiliza empresas, afasta serviços e pode travar a inovação. Num país em que se sai de casa dos pais, em média, aos 29 anos, a dupla aborda ainda o peso da habitação no orçamento das famílias, o choque das subidas de juros e o papel da Euribor, e a vida adiada dos jovens, cada vez mais limitados na escolha do seu destino. Para saber quanto custa a habitação ao futuro do país, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Azevedo, A. B., & Pereira dos Santos, J. (2023) «Barómetro da Habitação» (Fundação Francisco Manuel dos Santos) OECD (2021), «Brick by Brick: Building Better Housing Policies» (OECD Publishing) Hsieh, C.-T., & Moretti, E. (2019) «Housing Constraints and Spatial Misallocation» (American Economic Journal: Macroeconomics, 11(2), 1–39) Diamond, R. (2016) «The Determinants and Welfare Implications of US Workers’ Diverging Location Choices» (American Economic Review, 106(3), 479–524) Rognlie, M. (2015) «Deciphering the Fall and Rise in the Net Capital Share» (Brookings Papers on Economic Activity, 2015(1), 1–69) Dias, D. A., & Duarte, J. B. (2019) «Monetary Policy, Housing Rents, and Inflation Dynamics» (Journal of Applied Econometrics, 34(5), 673–687) BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics. Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos. Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

  • September 17 · 41 min

    CIÊNCIA | Do coração da mulher à cardiologia do futuro

    A doença cardiovascular tende a ser associada a um problema masculino, no entanto, é a primeira causa de morte nas mulheres, muito acima do cancro da mama. Mas, afinal, quais são as particularidades do coração feminino? A cardiologista Cristina Gavina dá a conhecer os fatores de risco que são exclusivos das mulheres e explica porque é que continuam a chegar mais tarde a um diagnóstico. Ao longo da conversa, a especialista fala também sobre a revolução que a cardiologia está a atravessar. As cirurgias de peito aberto estão a dar lugar às intervenções menos invasivas por cateter, a medicação passa a poder ser feita mais espaçadamente no tempo e já decorrem ensaios clínicos em que se modifica o gene associado ao colesterol, um dos principais riscos da doença cardiovascular. E numa altura em que já temos relógios de pulso a monitorizar o coração e dispositivos cardíacos ligados à internet, que oportunidades e riscos trazem as novas tecnologias? Para aprender a ler os sinais, colocar as perguntas certas e agir a tempo, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Vogel B, et al. «The Lancet women and cardiovascular disease Commission: reducing the global burden by 2030» (Lancet. 2021;397(10292):2385-2438) Huxley RR, Woodward M. «Cigarette smoking as a risk factor for coronary heart disease in women compared with men: a systematic review and meta-analysis of prospective cohort studies» (Lancet. 2011;378(9799):1297-1305.) Peters SAE, Huxley RR, Woodward M. «Diabetes as a risk factor for incident coronary heart disease in women compared with men: a systematic review and meta-analysis of 64 cohorts» (Diabetologia. 2014;57(8):1542-1551.) Hayes SN, et al. «Spontaneous Coronary Artery Dissection: Current State of the Science. A Scientific Statement From the American Heart Association». Circulation. 2018;137(19):e523-e557 Jin X, et al. «Women’s Participation in Cardiovascular Clinical Trials From 2010 to 2017» (Circulation. 2020;141(7):540-548.) Sabatine MS, et al. «Evolocumab and Clinical Outcomes in Patients with Cardiovascular Disease» (FOURIER). N Engl J Med. 2017;376(18):1713-1722 Ray KK, et al. «Two Phase 3 Trials of Inclisiran in Patients with Elevated LDL Cholesterol» (ORION-10 and ORION-11). N Engl J Med. 2020;382(16):1507-1519 Stone GW, et al. «Transcatheter Mitral-Valve Repair in Patients with Heart Failure» (COAPT). N Engl J Med. 2018;379(24):2307-2318 Perez MV, et al. «Large-Scale Assessment of a Smartwatch to Identify Atrial Fibrillation» (Apple Heart Study). N Engl J Med. 2019;381(20):1909-1917 Baranchuk A, et al. «Cybersecurity for Cardiac Implantable Electronic Devices: What Should You Know?» J Am Coll Cardiol. 2018;71(11):1284-1288. 10.1016/j.jacc.2018.01.023 BIOS Cristina Gavina Cristina Gavina é cardiologista, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (2025-2027) e diretora de Cardiologia do Hospital Pedro Hispano (ULS Matosinhos). Professora na Faculdade de Medicina do Porto, onde se doutorou, fez o Mestrado em Ensaios Clínicos em Oxford. Fellow da ESC e do ACC, é autora de mais de 80 artigos e investigadora principal em ensaios clínicos internacionais. Dedica-se à insuficiência cardíaca, à prevenção cardiovascular e à equidade no acesso aos cuidados. Filipa Galrão A Filipa vive no campo, mas é à cidade que vai quando precisa de euforia, seja em festivais de música ou no Estádio da Luz. Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Em pequena, gravava o diário em K7, em graúda agarrou-se aos microfones da Rádio. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - “Que Estranho!” - e 2 filhos.

  • September 11 · 43 min

    SOCIEDADE | Como travar a violência juvenil?

    O que devemos fazer quando um adolescente se torna agressivo? Será que os castigos funcionam? No último episódio desta série, o psicólogo Ricardo Barroso e Hugo van der Ding identificam sinais de alerta e indicam estratégias para prevenir – e combater – a violência entre os mais jovens. A dupla analisa fenómenos que também se transformam com a tecnologia: do cyberbullying à partilha não consentida de imagens íntimas, que novos comportamentos abusivos surgem online? E como é que os podemos detetar, seja na vítima ou no agressor? A propósito dos padrões comportamentais de jovens violentos, o psicólogo e o comunicador questionam a eficácia dos castigos e destacam porque é que consequências consistentes devem fazer parte da resposta. Ricardo Barroso deixa ainda um alerta: mais do que proibir telemóveis ou o acesso a redes sociais, o importante é investir na literacia digital e no pensamento crítico. Com exemplos de programas de intervenção bem-sucedidos, em Portugal e no estrangeiro, e de estratégias práticas para pais, escolas e jovens, este episódio aponta soluções para uma questão de fundo: o que fazer, na prática, para prevenir a violência juvenil e promover um desenvolvimento saudável e integrado dos nossos adolescentes? Para saber como intervir, antes que seja tarde demais, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Para os pais: NEUFELD, Gordon & MATÉ, Gabor «O Seu Filho Precisa de Si» (Ideias de Ler, 2021) Curso online sobre como lidar melhor com os filhos no dia a dia — por Alan Kazdin, psicólogo da Universidade de Yale Para os profissionais: WHO, «Guidelines and handbook on parenting interventions» GAFFNEY, H., TTOFI, M., FARRINGTON, D. «Effectiveness of school-based programs to reduce bullying perpetration and victimization: An updated systematic review and meta-analysis» ME (2010) «Violência no contexto escolar: referencial de apoio ao trabalho a desenvolver pelas Escolas» Programa de Prevenção da Violência Interpessoal (PREVINT) Filme: «Os Miseráveis» (de Ladj Ly, 2019) BIOS Ricardo Barroso Psicólogo, especialista em Psicologia da Justiça e em Psicologia Clínica pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. É professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e investigador integrado no Centro de Psicologia da Universidade do Porto. Hugo van der Ding Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

  • September 3 · 46 min

    POLÍTICA | Pode haver política sem políticos?

    Será que nos sentimos realmente representados pelos políticos que elegemos? Conseguirá a democracia representativa refletir, de forma fidedigna, a diversidade da sociedade? Entre o desencanto com um sistema onde 'os políticos são todos iguais' e a busca de soluções de inovação democrática, a politóloga e a humorista debruçam-se sobre as propostas que têm surgido nas últimas décadas para reforçar a participação cidadã e criar novos espaços de deliberação. Sabe o que são as Assembleias de Cidadãos? Nesta conversa ficamos a saber como funcionam e porque podem produzir resultados mais eficazes e criativos na resolução de problemas. Mas a democracia deliberativa também enfrenta críticas: desde a seleção aleatória dos participantes, que revela falhas, à falta de tempo do cidadão comum para se dedicar à atividade política. Será que o caminho é uma «democracia híbrida», que combine representação, deliberação e democracia direta? E estarão os políticos preparados para partilhar poder com cidadãos comuns e novas instituições? Para saber se a democracia pode ser reinventada, não perca este [IN]Pertinente. Referências úteis Elliott, K. J. «Democracy for busy people» (University of Chicago Press, 2023) Landemore, H. «Politics without politicians: The case for citizen rule» (Penguin, 2026). Jacquet, V. (2017) «Explaining non-participation in deliberative mini-publics» (European Journal of Political Research, 56(3), 640–659) Pilet, J.-B., Bol, D., Vittori, D., & Paulis, E. (2023) «Public support for deliberative citizens' assemblies selected through sortition: Evidence from 15 countries» (European Journal of Political Research, 62(3), 873–902) Pilet, J.-B., Bedock, C., Talukder, D., & Rangoni, S. (2024) «Support for deliberative mini-publics among the losers of representative democracy» (British Journal of Political Science, 54(2), 295–312) Ipsos. (2025, 14 de novembro). «The state of democracy 2025: Fake news, lack of accountability, extremism and corruption seen as top threats to democracy across Europe and the US» Renwick, A., Lauderdale, B., Russell, M., & Cleaver, J. (2022). «What kind of democracy do people want? Results of a survey of the UK population» (First Report of the Democracy in the UK after Brexit Project). The Constitution Unit, University College London. European Data Journalism Network. (2024, 1 de março). «The non-voter time bomb» Pordata. (n.d.). «População residente com idade entre 16 e 89 anos: Total e por nível de escolaridade completo mais elevado» (Fundação Francisco Manuel dos Santos. Consultado a 16 de agosto de 2026) Observatório Internacional da Democracia Participativa. (n.d.). «The Ostbelgien model: A long-term Citizens' Council combined with short-term Citizens' Assemblies» (Consultado a 15 de agosto de 2026) BIOS Sofia Serra-Silva Cientista política, doutorada em Política Comparada pela Universidade de Lisboa, estuda a forma como as instituições políticas e os cidadãos interagem na nova era digital. Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

  • August 27 · 39 min

    ECONOMIA | A produtividade compra felicidade?

    Ao longo da História, o aumento da produtividade permitiu-nos enriquecer e conquistar mais tempo livre – a prova é que hoje trabalharmos metade do tempo dos nossos bisavós. Mas será que esta tendência se vai manter? Neste episódio, o economista João Duarte analisa o impacto da produtividade nas horas que trabalhamos e no tempo de férias que temos. Sabia que na Europa se trabalha menos do que nos Estados Unidos, apesar de Portugal estar mais próximo da realidade americana do que da europeia? A dupla debruça-se também sobre o impacto que o teletrabalho ou a semana de 4 dias pode ter na produtividade e reflete sobre como podemos usar a riqueza que produzimos para comprar bem-estar, educação, lazer e solidariedade. Num mundo onde a riqueza tende a concentrar-se nas mãos de poucos, discute-se ainda o papel da redistribuição e explicam-se conceitos como o «multiplicador social do lazer» e o «rendimento básico universal». No fim, fica a pergunta: será que ter mais tempo livre também nos pode tornar mais produtivos? Para perceber se é possível trabalhar menos e ganhar mais (qualidade de vida), não perca este [IN]Pertinente. REFERÊNCIAS ÚTEIS Keynes, J. M. «Economic Possibilities for our Grandchildren», (Essays in Persuasion, 1931) Becker, G. S. «A Theory of the Allocation of Time» (The Economic Journal 75(299):493-517, (1965) Boppart, T. & Krusell, P. (2020). «Labor Supply in the Past, Present, and Future: A Balanced-Growth Perspective» (Journal of Political Economy 128(1):118-157) Huberman, M. & Minns, C. (2007). «The times they are not changin’…» (Explorations in Economic History 44(4):538-567) Ramey, V. & Francis, N. (2009). «A Century of Work and Leisure» (AEJ: Macroeconomics 1(2):189-224.) Giattino, C. & Ortiz-Ospina, E. «Are we working more than ever?», (Our World in Data) Greenwood, J., Seshadri, A. & Yorukoglu, M. (2005). «Engines of Liberation» (Review of Economic Studies 72(1):109-133.) Prescott, E. (2004). «Why Do Americans Work So Much More Than Europeans?». Minneapolis Fed Quarterly Review 28(1). Alesina, A., Glaeser, E. & Sacerdote, B. (2005). «Work and Leisure in the US and Europe». NBER Macroeconomics Annual 20:1-64. Blanchard, O. (2004). «The Economic Future of Europe». Journal of Economic Perspectives 18(4):3-26. Russell, B. (1932). «Em Louvor do Ócio»; Skidelsky, R. & E. (2012). «How Much is Enough?» (Allen Lane). Reid, D. (1976). «The Decline of Saint Monday», 1766-1876». Past & Present 71:76-101. BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics. Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos. Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

  • August 20 · 40 min

    CIÊNCIA | Enfarte e AVC: sobreviver, recuperar e prevenir

    O que fazer em caso de enfarte? E de AVC? Até que ponto se pode recuperar de um destes episódios? À conversa com Filipa Galrão, a cardiologista Cristina Gavina explica o que acontece quando o coração e o cérebro falham - e como a vida pode continuar, mesmo depois de um evento agudo. Sabia que, há 30 anos, em Portugal, 30% dos casos de enfarte eram fatais e que hoje a mortalidade se situa abaixo dos 5%? Neste episódio, a cardiologista Cristina Gavina descodifica as várias dimensões da doença cardiovascular em Portugal, explica por que razão o país se destaca pela positiva no tratamento - mas não na prevenção -, e alerta para o que se deve fazer nos minutos que decidem tudo. Além de desmontar mitos recorrentes, a dupla esclarece qual a relação entre doença cardiovascular, depressão e ansiedade e como o código postal influencia o prognóstico. No fim, fica a mensagem: reconhecer (e não desvalorizar) os sintomas, ligar o 112 sem hesitar, não largar a medicação, cuidar do corpo e da mente, são gestos simples que mudam e salvam vidas. Um episódio [IN]Pertinente, a não perder, para ver e partilhar. Referências úteis Saver JL. «Time Is Brain – Quantified» (Stroke; 37(1):263-266, 2006) Anderson L, Thompson DR, Oldridge N, et al. «Exercise-Based Cardiac Rehabilitation for Coronary Heart Disease: Cochrane Systematic Review and Meta-Analysis» (J Am Coll Cardiol. 2016;67(1):1-12) Bansilal S, Castellano JM, Garrido E, et al. «Adherence Tradeoff to Multiple Preventive Therapies and All-Cause Mortality After Acute Myocardial Infarction» (J Am Coll Cardiol. 2017;70(15):1290-1301) Lichtman JH, Froelicher ES, Blumenthal JA, et al. «Depression as a Risk Factor for Poor Prognosis Among Patients With Acute Coronary Syndrome: Systematic Review and Recommendations - A Scientific Statement From the American Heart Association» (Circulation, 2014;129(12):1350-1369) Havranek EP, Mujahid MS, Barr DA, et al. «Social Determinants of Risk and Outcomes for Cardiovascular Disease: A Scientific Statement From the American Heart Association» (Circulation. 2015;132(9):873-898.) Bios Cristina Gavina Cristina Gavina é cardiologista, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (2025-2027) e diretora de Cardiologia do Hospital Pedro Hispano (ULS Matosinhos). Professora na Faculdade de Medicina do Porto, onde se doutorou, fez o Mestrado em Ensaios Clínicos em Oxford. Fellow da ESC e do ACC, é autora de mais de 80 artigos e investigadora principal em ensaios clínicos internacionais. Dedica-se à insuficiência cardíaca, à prevenção cardiovascular e à equidade no acesso aos cuidados. Filipa Galrão A Filipa vive no campo, mas é à cidade que vai quando precisa de euforia, seja em festivais de música ou no Estádio da Luz. Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Em pequena, gravava o diário em K7, em graúda agarrou-se aos microfones da Rádio. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - “Que Estranho!” - e 2 filhos.

  • August 13 · 43 min

    SOCIEDADE | Como é que um jovem se torna violento?

    Quando falamos de violência entre jovens, a tendência é procurar culpados. Mas a resposta não é linear. Depois de um raio-x ao que se sabe sobre a violência entre os jovens, o psicólogo Ricardo Barroso olha para os possíveis fatores de risco - sejam individuais, familiares, grupais ou culturais –, e como muitas vezes se conjugam. Pelo caminho, também se destacam os «fatores protetores», e a diferença que um adulto de referência pode fazer na vida de um jovem em risco. A dupla aborda ainda as inseguranças, confusões e revoltas que se forjam na adolescência - uma fase com propensão para o conflito, mas extremamente sensível à ideia de ‘grupo’, à necessidade de validação e ao impacto da humilhação. Da violência em contexto escolar às suas manifestações no mundo digital, levantam-se outras questões: porque é que a violência online pode ser tão devastadora? E o que torna a «masculinidade tóxica» tão apelativa para alguns adolescentes? Para compreender melhor um fenómeno (ainda) rodeado de preconceitos, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Lösel, Friedrich, Farrington, David P., (2012) «Direct Protective and Buffering Protective Factors in the Development of Youth Violence» Reynolds, Jason «Olha para os Dois Lados» (Fábula, 2021) Série «This Is England» Filme «Inside Out» Canal YouTube «School of Life» «Adolescência não é assim tão simples», com Lisa Damour (FFMS) BIOS Ricardo Barroso Psicólogo, especialista em Psicologia da Justiça e em Psicologia Clínica pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. É professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e investigador integrado no Centro de Psicologia da Universidade do Porto. Hugo van der Ding Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

  • August 6 · 45 min

    POLÍTICA | Como se faz uma lei em Portugal?

    Da ideia inicial à entrada em vigor, fazer uma lei em Portugal é um caminho longo e complexo. Quem pode propor uma lei? Quem decide se ela avança ou se fica pelo caminho? E onde entra o cidadão comum neste labirinto? Neste episódio, a politóloga Sofia Serra-Silva e a humorista Luana do Bem percorrem os bastidores do processo legislativo português e explicam o papel – e competências – dos seus três grandes protagonistas: o Parlamento, o Governo e o Presidente da República. Mas não só. Esclarecem que também as Assembleias Legislativas Regionais e os cidadãos podem intervir no processo. Pelo caminho, ficamos também a saber para que servem as comissões parlamentares e porque é que uma proposta legislativa pode demorar até dois anos a transformar-se em lei. Para descobrir quem manda nas leis que mandam em nós, não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Assembleia da República. (2005) «Constituição da República Portuguesa: VII revisão constitucional» Assembleia da República. (n.d.). «Regimento da Assembleia da República» Becker, R., & Saalfeld, T. (2004). «The life and times of bills» (In H. Döring & M. Hallerberg (Eds.), Patterns of parliamentary behaviour: Passage of legislation across Western Europe (pp. 57–90). Ashgate) Direção de Informação Legislativa e Parlamentar. (2022). «Tempo médio de aprovação» (N.º 44). Assembleia da República Governo de Portugal. (2019). Decreto-Lei n.º 169-B/2019, de 3 de dezembro: Lei orgânica do XXII Governo Constitucional Parlamento. (n.d.). «Como funciona o Parlamento» (Assembleia da República) Serra-Silva, S., & Gaio e Silva, J. (2025). «Empowering the people: The evolution and impact of Portugal's citizens' legislative initiatives in a comparative perspective» (Parliamentary Affairs, 78(4), 741–766) Serra-Silva, S. (2024) «Parlamento de portas abertas? A relação da Assembleia da República com os cidadãos» (Assembleia da República) BIOS Sofia Serra-Silva Cientista política, doutorada em Política Comparada pela Universidade de Lisboa, estuda a forma como as instituições políticas e os cidadãos interagem na nova era digital. Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

  • July 30 · 46 min

    ECONOMIA | Produtividade e IA: risco ou oportunidade?

    A inteligência artificial promete transformar a forma como trabalhamos, mas os seus efeitos não são iguais para todos. O economista João Duarte explica quais são as profissões que se tornaram mais produtivas com a IA, quais as funções que estão mais expostas à automação e porque é que o uso destes sistemas pode beneficiar mais um trabalhador menos qualificado do que um especialista. Partindo da evidência de que a IA permite produzir mais com menos pessoas, levantam-se outras questões: como gerir o risco de concentração de riqueza e o aumento das desigualdades? Teremos no futuro empresas multimilionárias geridas por uma única pessoa — ou essa realidade já começou? A dupla explica ainda por que motivos o uso da IA se mantém invisível na economia e debruça-se sobre o cenário (provável) de a produtividade descer antes de subir verticalmente. Por fim, olhamos para Portugal. Que riscos e oportunidades se colocam ao crescimento e à competitividade do país? Será que a IA nos vai permitir dar um salto produtivo? Para saber se a IA é uma aliada ou uma ameaça à nossa produtividade, não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Arlindo Oliveira, «A Inteligência Artificial Generativa» (Ensaios da Fundação n.º 146, FFMS, 2025). Ethan Mollick, «Co-inteligência» (Ideias de Ler, 2024; original Co-Intelligence, Portfolio/Penguin, 2024) Daron Acemoglu & Simon Johnson, «Poder e Progresso» (Temas e Debates, 2024; original Power and Progress, 2023) Stanford HAI, «AI Index Report» (edição 2026) BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics. Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos. Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

  • July 23 · 42 min

    CIÊNCIA | Entre riscos e pressão: aguenta, coração!

    Sabia que a doença cardíaca pode ser silenciosa durante anos? No primeiro episódio dedicado à saúde cardiovascular, a cardiologista Cristina Gavina e Filipa Galrão entram no coração da ciência para descodificar este órgão vital: como funciona, o que o põe em risco e como o devemos proteger. A doença cardiovascular continua a ser a principal causa de morte no mundo, e Portugal não é exceção. Embora a evolução da doença não dê sinais evidentes, a boa notícia é que grande parte das patologias é evitável. Neste episódio, ficamos a saber como funciona o aparelho cardiovascular e quais são as doenças que afetam o coração, tais como o enfarte do miocárdio ou o AVC. Para apostar na prevenção, sabia que há três números mágicos que importa conhecer - o da tensão, o do colesterol e o da glicemia? A conversa não termina sem uma viagem pelos efeitos da ansiedade na saúde cardiovascular e pela derradeira pergunta: é verdade que podemos morrer de «coração partido»? Porque um coração saudável exige escolhas conscientes, e informadas ao longo da vida, não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Yusuf S, et al. «Effect of potentially modifiable risk factors associated with myocardial infarction in 52 countries» (the INTERHEART study). Lancet. 2004;364(9438):937–52) Nordestgaard BG, et al. «Fasting is not routinely required for determination of a lipid profile» (EAS/EFLM joint consensus. Eur Heart J. 2016;37(25):1944–58) Ference BA, et al. «Low-density lipoproteins cause atherosclerotic cardiovascular disease» (EAS Consensus Statement. Eur Heart J. 2017;38(32):2459–72) SCORE2 working group and ESC Cardiovascular Risk Collaboration. «SCORE2 risk prediction algorithms: new models to estimate 10-year risk of cardiovascular disease in Europe». Eur Heart J. 2021;42(25):2439–54. Visseren FLJ, et al. «Guidelines on cardiovascular disease prevention in clinical practice» Eur Heart J. ESC 2021;42(34):3227–3337) Vogel B, et al. «The Lancet women and cardiovascular disease Commission: reducing the global burden by 2030» (Lancet. 2021;397(10292):2385–2438) Howard JP, Wood FA, Francis DP, et al. «Side Effect Patterns in a Crossover Trial of Statin, Placebo, and No Treatment» (SAMSON). J Am Coll Cardiol. 2021;78(12):1210–22. BIOS Cristina Gavina Cardiologista, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (2025-2027) e diretora de Cardiologia do Hospital Pedro Hispano (ULS Matosinhos). É professora na Faculdade de Medicina do Porto. Filipa Galrão Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.

  • July 16 · 43 min

    SOCIEDADE | Os jovens estão mais violentos?

    Será que os jovens estão mais agressivos ou os seus comportamentos é que se tornaram mais visíveis? Que tipo de violência predomina entre os adolescentes? No primeiro episódio dedicado ao tema, o psicólogo Ricardo Barroso e Hugo van der Ding traçam o mapa e os desafios da violência juvenil em Portugal. A ideia de que «a juventude está perdida» repete-se de geração em geração. No entanto, a evidência científica mostra que os jovens de hoje têm mais competências para identificar comportamentos abusivos do que no passado. Ainda assim, há dados inquietantes. Embora a violência física tenha diminuído, outras formas de agressão ganharam visibilidade e assumiram novas expressões, sobretudo no contexto digital e nas relações interpessoais. Da violência relacional (a mais frequente) à psicológica, da sexual à digital, o especialista explica os efeitos nas vítimas e os fatores associados aos comportamentos dos agressores. A dupla aborda ainda outras questões: qual o papel dos pais? Como, e quando, se promove a autorregulação emocional? E onde termina um conflito próprio do crescimento e começa um quadro de bullying? Para saber distinguir a perceção social dos dados científicos, não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS MOFFITT, Terrie E., «Adolescence-Limited and Life-Course-Persistent Antisocial Behavior» (Psychological Review,1993) «O que Se Passa na Infância Não Fica na Infância», Coord. Paulo Guerra e João Pedro Gaspar (Editora d’Ideias, 2024) Filme «Close» (2022), de Lukas Dhont «Risk and Protective Factors for Youth Violence» (U.S. Centers for Disease Control and Prevention) APAV para Jovens Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência BIOS Ricardo Barroso Psicólogo, especialista em Psicologia da Justiça e em Psicologia Clínica pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. É professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e investigador integrado no Centro de Psicologia da Universidade do Porto. Hugo van der Ding Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

  • July 9 · 50 min

    POLÍTICA | O mundo está menos democrático?

    Sabia que a democracia só ganhou a conotação positiva que hoje lhe atribuímos a partir da Segunda Guerra Mundial? Atualmente, cerca de 60% dos países vivem em regimes democráticos, mas será mesmo assim? No último episódio de Pedro Magalhães, o politólogo analisa as origens, os significados e o estado de saúde da democracia contemporânea. Embora a definição de democracia continue a não ser universal, existem condições mínimas a reunir para que um regime seja considerado democrático: eleições livres e competitivas, sufrágio universal e alternância de poder. Para muitos especialistas, há outros aspetos a ter em conta - tribunais independentes, liberdade de imprensa, direitos e liberdades de grupos minoritários são alguns deles. Neste episódio, abordam-se ainda outras questões: para que servem as eleições em regimes autoritários? E de que forma a polarização ou a desigualdade económica podem contribuir para o fim deste regime? Porque é importante estarmos atentos aos sinais de erosão democrática, e aos desafios que enfrentamos, não perca este episódio [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Møller, J., & Skaaning, S. E. «Seven Myths about Democracy» (Abingdon: Taylor & Francis, 2026) Nord, M., Altman, D., Fernandes, T., God, A. G., & Lindberg, S. I. «Democracy Report 2026: Unraveling The Democratic Era» (University of Gothenburg: V-Dem Institute, 2026) Dahl, R. A. «On democracy» (New Haven: Yale University Press, 1998) BIOS Pedro Magalhães Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros. Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

  • July 2 · 47 min

    ECONOMIA | O que falha na produtividade em Portugal?

    De que forma os nossos salários e poder de compra são afetados pela baixa produtividade do país? Porque é que estamos entre os que mais horas trabalham na Europa e, ainda assim, temos uma produtividade muito abaixo da média da União Europeia? Nesta conversa, o economista João Duarte explica os principais entraves à produtividade nacional: da má organização à falta de escala, do fraco investimento em marca e inovação à má alocação de capital. Sabia que em 100 empresas portuguesas 96 têm menos de 10 trabalhadores? E que uma grande empresa paga quase o dobro do salário de uma PME? A dupla aborda ainda outros desafios como o peso das «empresas zombie» e a baixa escolaridade de gestores adultos. Mas também há sinais de esperança: Portugal tem recursos - pessoas, empresas e capital - para fazer melhor. A nova geração é mais instruída e qualificada e, com as reformas certas, há um potencial de crescimento que pode – e deve – ser desbloqueado. REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS Buiatti, C., Duarte, J. & Sáenz, L. «Europe Falling Behind» (Journal of International Economics, 2026) Estudo «Do made in ao created in: um novo paradigma para a economia portuguesa» (coord. Fernando Alexandre, FFMS, 2021) Eurostat «Structural Business Statistics» (2023) estatísticas de empresas por dimensão e PIB per capita em poder de compra INE - destaque sobre micro, pequenas e médias empresas (2023): gastos com pessoal por trabalhador, por dimensão. Relatório Draghi «The Future of European Competitiveness» (Comissão Europeia, 2024) GEE – Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia — estudos sobre as cadeias de valor e o calçado (2017, 2019) APICCAPS «World Footwear Yearbook» preços de exportação do calçado. Banco de Portugal — investigação sobre alocação de capital e crédito e sobre empresas «zombie» Reis, R. «The Portuguese Slump and Crash and the Euro Crisis» (Brookings, 2013) OCDE «Economic Survey of Portugal 2026 e Survey of Adult Skills» (PIAAC) BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics. Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos. Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

  • June 25 · 48 min

    CIÊNCIA | Dor de cabeça: sintoma ou doença?

    A enxaqueca atinge cerca de 15% da população em Portugal e no mundo. Apesar do enorme impacto pessoal, social e económico, esta condição neurológica continua a ser frequentemente desvalorizada e confundida com uma ‘dor de cabeça comum’. No último episódio desta série, a neurologista explica o que é a enxaqueca, por que existem cérebros mais predispostos para a doença e que tipos existem - com aura e sem aura, crónica ou episódica. Entre os principais gatilhos e sintomas associados, a especialista destaca que há tratamento e que é importante intervir precocemente. A dupla aborda ainda o que distingue as cefaleias primárias das secundárias, os sinais de alarme que exigem avaliação médica e alerta para a importância de não desvalorizar a enxaqueca nas crianças. A terminar a conversa, ficamos a conhecer dois tipos raros de dor de cabeça: a «cefaleia em salvas» - mais frequente nos homens -, e a «nevralgia do trigémeo», ambas descritas como duas das dores mais intensas que o ser humano pode ter. Para evitar dores de cabeça maiores quando a cabeça dói, não perca este [IN]Pertinente. REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS SACKS, Oliver, «Migraine» (Pan MacMillan, 2023) MACGREGOR, Anne «Compreender a Enxaqueca e Outras Cefaleias» (Porto Editora, 2006) «Gestão das Cefaleias em Portugal: Consenso das Sociedades Portuguesas de Cefaleias e Neurologia», Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e MiGRA» «What happens to your brain during a migraine?», Marianne Schwarz (TED Talk) «What causes headaches?», Dan Kwartler (TED Talk) «Migraine (What Can’t You See)», Rita Red Shoes BIOS Raquel Gil-Gouveia Diretora do serviço de Neurologia do Hospital da Luz Lisboa, professora na Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa e investigadora clínica. Filipa Galrão Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.

  • June 18 · 51 min

    SOCIEDADE | IA: o que está a mudar na sociedade?

    Como é que podemos identificar uma imagem ou um vídeo criado por IA? Teremos ferramentas para controlar a (des)informação gerada artificialmente? Bernardo Caldas e Hugo van der Ding analisam os impactos da inteligência artificial na forma como nos relacionamos, e na sociedade que queremos construir. Pela primeira vez, as máquinas conseguem imitar capacidades humanas complexas, produzir conteúdos e comunicar de forma cada vez mais convincente. Mas o que significa esta transformação para a sociedade? No último episódio dedicado ao tema, Bernardo Caldas e Hugo van der Ding analisam os desafios da IA, dos fenómenos de desinformação e de «deepfakes» à ineficácia dos sistemas de deteção de conteúdos gerados artificialmente. A partir das limitações que a ciência ainda enfrenta, o especialista explora outras abordagens para lidar com as fragilidades da IA. Como combater os usos indevidos das máquinas? Que regulamentação existe atualmente? E como conciliar a necessidade de inovação e competitividade com a proteção das pessoas? A conversa aborda ainda a influência da IA na política e na administração pública, e na perda de transparência e confiança nas instituições. Mas, além dos desafios, há também oportunidades para o desenvolvimento, participação e bem-estar dos cidadãos. Por fim, a dupla reflete sobre a questão que se impõe: como podemos utilizar a inteligência artificial para construir uma sociedade mais livre, justa e informada? Entre riscos reais e questões em aberto, fica uma certeza: este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS OpenAI «Detetor de texto gerado por IA desligado por baixa fiabilidade» (2023) «Democracy, and National Security» (California Law Review, 2019) CHESNEY, B. & CITRON, D. «Deep Fakes: A Looming Challenge for Privacy, Democracy, and National Security» (Boston University School of Law, 2019) Reuters Institute, «Portugal: confiança nas notícias em 54%» (Digital News Report 2025) EU AI Act — Artigo 50.º (marcação de conteúdo gerado por IA) KUNNERT, P. «Microsoft admits it 'cannot guarantee' data sovereignty» (The Register, 2025) IEA — «Energy and AI» (2025): procura de eletricidade dos data centers «Trabalho XXI» — IA e decisões algorítmicas no Código do Trabalho (2026) «Air Canada responsabilizada pela informação errada do seu chatbot» (CBC, 2024) BIOS Bernardo Caldas Especialista em inteligência artificial e cofundador da associação «Data Science for Social Good Portugal», uma associação que desenvolve projetos de ciência de dados e inteligência artificial com impacto social positivo. Hugo van der Ding Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

  • June 11 · 38 min

    POLÍTICA | O que perde o país com a desconfiança social?

    Sabia que somos o segundo país mais desconfiado da Europa? O que diz este dado sobre a nossa realidade política e social? Neste episódio, Pedro Magalhães e Luana do Bem exploram o que a (des)confiança social revela sobre o desenvolvimento, a justiça ou a economia em Portugal, e no mundo. De acordo com o Estudo Europeu de Valores, 8 em cada 10 portugueses desconfiam de pessoas que não conhecem - um valor ultrapassado apenas pela Albânia. No extremo oposto está a Escandinávia, onde mais de 70% dos inquiridos dizem confiar nos outros. O politólogo e a humorista analisam o que acontece quando a desconfiança se instala nas relações entre cidadãos, nas instituições e no espaço público. Será que a fonte é a desigualdade económica? Ou pesa mais a herança histórica de sociedades hierarquizadas e com o poder centralizado? E porque é que a burocracia e a desconfiança andam de mãos dadas? A partir da evidência de que os países mais desenvolvidos revelam uma maior confiança social, a dupla aborda ainda possíveis soluções para combater a desconfiança – da implementação de políticas universalistas à distribuição justa e imparcial de recursos. Desconfiamos que não vai perder este [IN]Pertinente. REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS AGHION, P., ALGAN, Y., CAHUC, P., & SHLEIFER, A., «Regulation and distrust» (The Quarterly Journal of Economics, (125(3), 1015-1049 2010) PUTNAM, R. D., NANETTI, R. Y., & LEONARDI, R. «Making Democracy Work: Civic Traditions in Modern Italy» (Princeton: Princeton University Press, 1994) PASSDA, «Portugal no European Social Survey: Atitudes Sociais nos Últimos 20 Anos» (2022) BIOS Pedro Magalhães Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros. Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

  • June 4 · 41 min

    ECONOMIA | Produtividade: o motor invisível da economia

    O século XXI é o mais produtivo de sempre, mas alguns países são mais produtivos do que outros. Porquê? Como é que se mede a produtividade do nosso trabalho? E de que forma o que produzimos influencia o nosso salário? Neste episódio, o economista João Duarte explica porque é que ser produtivo não significa trabalhar mais horas e porque é que tudo começou com a Revolução Industrial – o PIB per capita mundial era quase plano até 1800 e disparou a partir daí. Ao longo da conversa, distinguem-se conceitos que são muitas vezes confundidos, tais como, «produtividade do trabalho», «PIB per capita» ou «produtividade total dos fatores», e analisa-se porque é que é difícil medir a produtividade de um médico, ou de um professor, entre outras profissões que não têm preço de mercado. A dupla explica ainda a «Regra dos 70» no crescimento económico e mostra como pequenas percentagens têm grande impacto: sabia que, se crescer 1% ao ano, o PIB per capita duplica em 70 anos? E se crescer 2% duplica em apenas 35 anos? Por fim, explora-se um dos grandes temas da economia atual: porque é que a produtividade disparou nos EUA e a Europa ficou para trás? LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS OCDE — GDP per hour worked (cross-checked com Wikipedia «List of countries by labour productivity», atualizado a partir dos dados OCDE 2023, USD PPP). OCDE — Average annual wages (cross-checked com Wikipedia «List of countries by average wage», dados 2024, USD PPP). OECD – «Measuring Productivity» (OECD Manual: Measurement of Aggregate and Industry-level Productivity Growth, OECD Publishing, Paris, 2001) BUIATTI, DUARTE, SÁENZ, «Europe Falling Behind: Structural Transformation & Labor Productivity» (Journal of International Economics, 2026) LEVINSON, «The Box: How the Shipping Container Made the World Smaller and the World Economy Bigger» (Princeton University Press, (2006) DAVID, P., «The Dynamo and the Computer: An Historical Perspective on the Modern Productivity Paradox», (American Economic Review 80(2), 1990) BOLT & VAN ZANDEN (2025), «Maddison-style estimates of the evolution of the world economy: A new 2023 update» (Journal of Economic Surveys) BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics. Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos. Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

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