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Chutando a Escada

Filipe Mendonça e Geraldo Zahran

Um podcast sobre política internacional e divulgação científica na área de Relações Internacionais.

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  • 24 episodes
  • weekly
  • Avg 56 min
  • Portuguese

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  • Monday · 1 hr 18 min

    A nova geopolítica do clima: quem dita as regras em um mundo em ebulição?

    Deslizamentos de terra catastróficos atingiram a fronteira entre o Nepal e a China, deixando centenas de mortos e reacendendo a pergunta sobre até que ponto ainda é possível separar desastre natural de desastre político. Em parceria com o GEsEu, Grupo de Estudos da Eurásia (UNIPAMPA), Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) recebe Helena Margarido Moreira, doutora em Geografia pela USP e professora de Relações Internacionais na FECAP, e Fernanda Mello Sant’Anna, professora do Departamento de Relações Internacionais da UNESP e do Programa San Tiago Dantas, para discutir por que a vulnerabilidade aos eventos extremos é social e politicamente construída, e como o conceito de zonas de sacrifício explica quem paga o preço mais alto da crise climática. A conversa avança pela disputa entre China e Estados Unidos pelo controle das tecnologias de transição energética, pelo negacionismo climático como estratégia do neoliberalismo autoritário e pela pergunta se as instituições multilaterais ainda têm capacidade de conter Estados negacionistas. No fechamento, Helena e Fernanda indicam leituras essenciais sobre clima e política, avaliam se existe algum país fazendo a lição de casa e apontam motivos para manter alguma esperança. Aperte o play. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu), Helena Margarido Moreira (FECCAP) e Fernanda Mello Sant’Anna (UNESP). Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio MARQUES, Luiz. Capitalismo e Colapso Ambiental. Campinas: Editora da Unicamp, 2015. Mencionado em entrevista. MARQUES, Luiz. O Decênio Decisivo: Propostas para uma Política de Sobrevivência. São Paulo: Elefante, 2023. Mencionado em entrevista. KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A Queda do Céu: Palavras de um Xamã Yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Mencionado em entrevista. LATOUR, Bruno. Jamais Fomos Modernos: Ensaio de Antropologia Simétrica. Rio de Janeiro: Editora 34, 1994. Mencionado em entrevista. RAFFESTIN, Claude. Por uma Geografia do Poder. São Paulo: Ática, 1993. Mencionado em entrevista. HOMER-DIXON, Thomas. Environment, Scarcity, and Violence. Princeton: Princeton University Press, 1999. Mencionado em entrevista. Capítulos: 00:00:00 — Abertura: os deslizamentos entre Nepal e China e o “novo normal” climático 00:03:59 — Desastre natural ou desastre político? Zonas de sacrifício e vulnerabilidade social 00:17:36 — Extrativismo verde: minerais críticos e a nova corrida geopolítica 00:24:04 — A dupla identidade chinesa: maior poluidor e líder em tecnologia limpa 00:33:50 — Negacionismo climático como estratégia do neoliberalismo autoritário 00:42:14 — Segurança ambiental e a crise das instituições multilaterais 01:00:19 — Sul Global: colonialidade climática e a disputa por reparações 01:09:02 — Bate-bola final: livros, países-exemplo e motivos para esperança The post A nova geopolítica do clima: quem dita as regras em um mundo em ebulição? appeared first on Chutando a Escada.

  • September 14 · 23 min

    Do Kremlin aos Trópicos: uma cartografia da desordem global

    Em parceria com o Observatório Rússia-América Latina (Ruslat), Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Leonardo César Souza Ramos (PUC Minas), fundador do Grupo de Pesquisa sobre Potências Médias, e Jarbas Souto Dufour (PUC Minas/Ruslat) para discutir o conceito de desordem internacional e suas implicações para a Rússia, a América Latina e o Brasil. A conversa passa pela trajetória histórica russa entre integração e ruptura com a ordem liberal ocidental, pelos dilemas de uma política externa brasileira mais autônoma diante da pressão dos Estados Unidos sobre a região e pelas tensões entre multipolaridade e dependência que marcam hoje a aproximação entre Rússia e China. No boletim mensal, Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (PUC Minas/Ruslat) recupera os principais acontecimentos de agosto de 2026 envolvendo a Rússia, da escalada de ataques em profundidade contra a Ucrânia às tensões marítimas com a Europa, passando pela relação ambígua com Washington e pelos bastidores da cúpula da Organização para Cooperação de Xangai. Para encerrar, no quadro Outros Olhares, Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) conversa com os dois Leonardos sobre punk rock e heavy metal como formas de contestação política, da crise do capitalismo dos anos 1970 ao metal soviético e às disputas contemporâneas em torno da guerra na Ucrânia. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat), Leonardo César Souza Ramos (PUC Minas), Jarbas Souto Dufour (PUC Minas/Ruslat), Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) e Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (PUC Minas/Ruslat). Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio HAZLE, Dawn. “Delusions of Grandeur? Producing Authentic Metal Music in the Soviet Union”. In: VALIJÄRVI, Riitta-Liisa; DOESBERG, Charlotte; DIGIOIA, Amanda (Orgs.). Multilingual Metal Music: Sociocultural, Linguistic and Literary Perspectives on Heavy Metal Lyrics. Bingley: Emerald Publishing, 2020. DOI. ARIA. Entrevista concedida por Vladimir Kholstinin. Abaddon Magazine. Disponível em: https://www.abaddon-magazine.com/interviews/interview-aria/. RATOS DE PORÃO. Necropolítica. São Paulo: Shinigami Records, 2022. MUQUETA NA OREIA. Brasileiros. 2021. A playlist de metal russo citada no episódio está disponível aqui. Capítulos: 00:00 — Introdução 03:00 — O conceito de desordem na ordem internacional 06:00 — A trajetória da Rússia entre integração e ruptura com o Ocidente 12:00 — América Latina e Brasil diante da desordem global 15:00 — Rússia, multipolaridade e dependência em relação à China 20:00 — Boletim Ruslat: Rússia em agosto de 2026 29:00 — Outros Olhares: punk, metal e contestação política The post Do Kremlin aos Trópicos: uma cartografia da desordem global appeared first on Chutando a Escada.

  • #409
    August 31 · 1 hr 19 min

    Alternativa para quem? A ascensão da AfD na Alemanha

    Quase quatro décadas depois da queda do Muro de Berlim, o que explica a força desproporcional da Alternative für Deutschland (AfD) no leste do país? Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema-Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem dois convidados: Vinícius Bivar (UnB/OED), historiador que estuda a radicalização do partido desde 2013, e Andrea Dip (OED), jornalista investigativa radicada em Berlim e pesquisadora do Research Against Global Authoritarianism, cruzam suas leituras histórica e etnográfica sobre a legenda que hoje lidera as pesquisas eleitorais na Saxônia-Anhalt, com quase o dobro das intenções de voto da CDU. Ao longo da conversa, os convidados discutem se a AfD ainda cabe no rótulo de direita radical populista ou se já opera como extrema-direita propriamente dita, reconstroem os expurgos internos que empurraram o partido mais à direita depois de 2015 e testam a tese do “muro na cabeça”, a persistência de uma divisão simbólica entre Alemanha Oriental e Ocidental que ajuda a explicar o avanço eleitoral do partido. No final, David Magalhães comenta A rebeldia tornou-se de direita?, do argentino Pablo Stefanoni (Editora da Unicamp), ensaio que serve de contraponto teórico direto ao debate sobre a cooptação da rebeldia pela ultradireita. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: David Magalhães, Guilherme Casarões, Vinícius Bivar (UnB/OED) e Andrea Dip (OED) Inserção musical no final: “The Day the Nazi Died”, Chumbawamba (1993) Capa do episódio: The Guardian Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio STEFANONI, Pablo. A rebeldia tornou-se de direita? Como o antiprogressismo e a anticorreção política estão construindo um novo sentido comum (e por que a esquerda deveria levá-los a sério). Campinas: Editora da Unicamp, 2022. Disponível aqui. DIP, Andrea. Em nome de quem?: a bancada evangélica e seu projeto de poder. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018. Capítulos: 00:00 — Introdução e apresentação dos convidados 07:00 — Direita radical ou extrema-direita? O enquadramento da AfD 14:00 — De partido ordoliberal a força antiimigração: a radicalização da AfD 26:00 — O “muro na cabeça”: por que a AfD é mais forte no Leste 38:00 — Da imigração ao custo de vida: a mudança no eleitorado da AfD 51:00 — O cordão sanitário contra a AfD ainda resiste? 01:00:00 — AfD, Trump e Rússia: a geopolítica ambígua da ultradireita alemã 01:11:00 — Dica cultural: “A rebeldia tornou-se de direita?” The post Alternativa para quem? A ascensão da AfD na Alemanha appeared first on Chutando a Escada.

  • #408
    August 24 · 40 min

    Muito além do pânico: a verdade sobre a crise de Ceuta

    Há algumas semanas, dezenas de milhares de pessoas cruzaram de forma repentina a fronteira de Ceuta, o pequeno enclave espanhol cravado no norte da África, e as imagens tomaram as manchetes internacionais em meio a discursos de invasão e um verdadeiro pânico moral. Em parceria com o GEsEu, Grupo de Estudos da Eurásia (UNIPAMPA), Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) recebe Nathaly Xavier Schutz (UNIPAMPA/UFSM), doutora em Ciência Política pela UFRGS, para ir além do sensacionalismo e entender as raízes históricas da presença espanhola em Ceuta e Melilla, a doutrina do Grande Marrocos e o modo como o controle fronteiriço se tornou moeda de barganha geopolítica entre Rabat, Madri e Bruxelas. A conversa percorre a diferença entre jovens marroquinos, migrantes subsaarianos e refugiados que usam o Marrocos como rota para a Europa, a desinformação que motivou a travessia em massa e o modo como a extrema direita europeia, de Vox a Giorgia Meloni, instrumentalizou a crise para reforçar o discurso antiimigração. Nathaly também analisa a política da Fortaleza Europa, que terceiriza o controle migratório para países do norte da África, e defende que a própria Europa não teria como se sustentar sem a mão de obra imigrante que tanto teme. Aperte o play. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Filipe Mendonça, Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) e Nathaly Xavier Schutz (UNIPAMPA/UFSM). Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Capítulos: 00:00:00 — Abertura e pedido de apoio 00:06:00 — Ceuta e Melilla: dois enclaves espanhóis na África 00:16:00 — Saara Ocidental e a doutrina do Grande Marrocos 00:20:00 — Colapso de segurança ou vista grossa marroquina? 00:27:00 — A fronteira como arma de barganha geopolítica 00:41:00 — Como a extrema direita instrumentalizou a crise 00:54:00 — Fortaleza Europa: terceirizar o controle migratório 01:09:00 — O futuro de Ceuta e o que a União Europeia precisa mudar The post Muito além do pânico: a verdade sobre a crise de Ceuta appeared first on Chutando a Escada.

  • #407
    August 17 · 1 hr 7 min

    Rússia e América Latina: Fertilizantes, Diplomacia e a Alma Russa

    Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório Rússia e América Latina (Ruslat), Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Victoria Echeverría (CNI/CICRAL) e Raquel Abuin Siphone (CICRAL) para apresentar os principais achados do Cuaderno Latinoamericano de Cooperación Estratégica con Rusia, lançado em julho pelo Centro de Integração e Cooperação Rússia-América Latina. A conversa mostra como o Brasil trata a relação com Moscou como política de Estado, enquanto a Argentina oscila a cada mudança de governo, e revela uma dependência estrutural de fertilizantes russos que atravessa quase toda a região latino-americana, ao lado de uma dimensão sociohumana marcada pela heterogeneidade entre cultura, educação e esporte. No segundo bloco, Giovana Dias Branco (Ruslat) e Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (PUC Minas/Ruslat) trazem o boletim de julho e agosto, da visita de Nikolai Patrushev ao Brasil e das propostas de cooperação naval e nuclear até a crise política na Ucrânia após a saída do ministro Mykhailo Fedorov. Para fechar, no quadro Outros Olhares, Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) conversa com Vera Gers Dimitrov (Grupo Volga de Folclore Russo) sobre a alma russa e sua presença na diáspora russa no Brasil. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Filipe Mendonça, Daniela Vieira Secches, Victoria Echeverría, Raquel Abuin Siphone, Giovana Dias Branco, Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento, Laura Schneider de Lima e Vera Gers Dimitrov. Inserção musical no final: interpretação de Sarah Hester Ross. Capa do episódio: Foto: Divulgação/Palácio do Planalto Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio CICRAL – Centro de Integração e Cooperação Rússia-América Latina. Cuaderno Latinoamericano de Cooperación Estratégica con Rusia. 2026. Disponível em: https://cicral.com/cuaderno-latinoamericano/. GOMIDE, Bruno Barretto (org.). Antologia do Pensamento Crítico Russo (1802-1901). São Paulo: Editora 34, 2013. Mencionado em entrevista. GOGOL, Nikolai. Almas Mortas. Mencionado em entrevista. LYSENKO, Valentina. Alma Russa, Terra Brasileira. Disponível em: https://www.estantevirtual.com.br/livro/alma-russa-terra-brasileira-1AH-5920-000. Mencionado em entrevista. Capítulos: 00:00 — Abertura: boas-vindas, chamada de apoio e panorama do episódio 06:00 — Boletim Ruslat: o lançamento do Caderno Latino-Americano de Cooperação Estratégica com a Rússia 09:00 — Dimensão econômica: fertilizantes, BRICS e a diferença Brasil-Argentina 16:00 — Dimensão sociohumana: cultura, educação e esporte nas relações Rússia-América Latina 27:00 — Desafios e caminhos para aprofundar a cooperação 37:00 — Conexão Rússia-América Latina: a visita de Patrushev ao Brasil e a cooperação naval e nuclear 42:00 — Conexão Rússia-América Latina: a crise política na Ucrânia e o atentado em Moscou 49:00 — Outros Olhares: a alma russa com Vera Gers Dimitrov The post Rússia e América Latina: Fertilizantes, Diplomacia e a Alma Russa appeared first on Chutando a Escada.

  • #406
    July 23 · 38 min

    A nova onda da direita radical na América Latina

    Keiko Fujimori em comício de campanha, Peru, 2026. Foto: Renato Pajuelo/EFE. O que a vitória de Keiko Fujimori no Peru e a de Abelardo de la Espriella na Colômbia têm em comum com mais de duzentos anos de política externa americana para a região? Para Carolina Silva Pedroso, professora adjunta na Unifesp e pesquisadora vinculada ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-INEU), a resposta está na ideia da América Latina como “quintal dos Estados Unidos”. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema-Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem Carolina para discutir a nova onda da direita radical na região, os mitos que cercam a Venezuela chavista, entre eles a suposta fraude sistemática nas urnas eletrônicas, e a forma como o apoio explícito de Washington tem funcionado como variável interveniente no fortalecimento dessas lideranças. No bloco de notícias, David percorre seis frentes do avanço da ultradireita global, da disputa entre Jordan Bardella e Marine Le Pen pela candidatura do Rassemblement National na França à defesa do gás russo feita por Alice Weidel, da AfD alemã, passando pela viagem transnacional da senadora australiana Pauline Hanson ao Reino Unido, pelo mainstreaming dos Democratas Suecos, pelo fracasso de um projeto de perda de nacionalidade em Portugal e pela relação entre futebol e o passado ustacha na Croácia. E ainda tem, no último bloco, dica cultural com a minissérie O Complô Contra a América, de David Simon. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: David Magalhães (UFU/OED), Guilherme Casarões (FIU/OED) e Carolina Silva Pedroso (Unifesp/INCT-INEU). Inserção musical no final: “The Day They Died”, de Sarah Hester Ross. Capa do episódio: Keiko Fujimori em comício de campanha, Peru, 2026. Foto: Renato Pajuelo/EFE. Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio ROTH, Philip. The Plot Against America. Boston: Houghton Mifflin, 2004. SIMON, David (criador). The Plot Against America [O Complô Contra a América]. HBO, 2020. Minissérie. LEWIS, Sinclair. It Can’t Happen Here [Isso Não Pode Acontecer Aqui]. Nova York: Doubleday, Doran & Company, 1935. Capítulos: 00:00 — Introdução 04:00 — A direita radical na Venezuela e a diáspora de Miami 14:00 — O “espantalho perfeito”: mitos, narcoestado e urnas eletrônicas 26:00 — O quintal dos Estados Unidos e a política de Trump para a América Latina 36:00 — Peru: a quarta tentativa de Keiko Fujimori 45:00 — Colômbia: o Uribismo 2.0 de Abelardo de la Espriella 54:00 — Boletim OED: França, Alemanha, Reino Unido, Suécia, Portugal e Croácia 1:11:00 — Dica cultural: O Complot Contra a América The post A nova onda da direita radical na América Latina appeared first on Chutando a Escada.

  • #405
    July 20 · 1 hr 14 min

    Uzbequistão entra em campo

    Em 2025, o Uzbequistão conquistou a primeira vaga da história de um país da Ásia Central em uma Copa do Mundo, um feito que o governo de Shavkat Mirziyoyev rapidamente incorporou à narrativa do “novo Uzbequistão”. Em parceria com o GEsEu, Grupo de Estudos da Eurásia (UNIPAMPA), Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) recebe Guilherme Geremias da Conceição (UNESP/CIRE), um dos maiores especialistas brasileiros no país, para usar essa classificação como ponto de partida de uma leitura de longo prazo sobre o Uzbequistão contemporâneo. Guilherme percorre dois mil anos de história da região, da Rota da Seda ao império de Tamerlão, até a delimitação nacional soviética de 1924, que deu origem ao Uzbequistão como Estado. A conversa revisita a política externa de Islam Karimov, guiada por um único princípio, a defesa da soberania recém-conquistada, mesmo ao custo de aproximações e afastamentos sucessivos entre Moscou, Washington e Pequim. Já sob Mirziyoyev, o país transformou sua condição de duplamente sem litoral, característica que divide apenas com o Liechtenstein, em estratégia diplomática deliberada, equilibrando simultaneamente Rússia, China, Estados Unidos, Turquia, União Europeia e os países do Golfo. Aperte o play. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) e Guilherme Geremias da Conceição (UNESP/CIRE). Capa do episódio: Reuters Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Capítulos: 00:00 Abertura e a vaga inédita do Uzbequistão na Copa do Mundo 04:00 Apresentação do convidado e o significado da classificação 11:00 Onde fica o Uzbequistão e por que a região foi sempre disputada 18:00 Da Rota da Seda a Tamerlão, dois mil anos antes da URSS 24:00 A criação soviética do Estado uzbeque em 1924 36:00 Independência e o pragmatismo de Islam Karimov 47:00 Andijan e os limites da política externa isolacionista 58:00 Mirziyoyev e a diplomacia multivetorial entre grandes potências The post Uzbequistão entra em campo appeared first on Chutando a Escada.

  • #404
    July 13 · 28 min

    América Latina vira à direita, mas a Rússia não vai embora

    Nos últimos meses, a América Latina viveu uma sequência de eleições presidenciais apertadas que parecem consolidar uma virada à direita no continente. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório Rússia-América Latina (Ruslat), a coordenadora Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Marinana Andrade e Barros (PUC Minas), autora do livro Democracia na Agenda Regional da América Latina, e Giovana Dias Branco (USP/Ruslat), que fala diretamente de Moscou, para discutir o que essa onda eleitoral no Peru, na Colômbia e em outros países representa para os interesses russos na região. No segundo bloco, o pesquisador Leonardo Nascimento (PUC Minas/Ruslat) traz o olhar da imprensa russa sobre as eleições latino-americanas e sua conexão com a guerra na Ucrânia e as eleições da Duma Estatal marcadas para setembro, enquanto Giovana Dias Branco detalha o avanço da cooperação agroindustrial entre Brasil e Rússia e a disputa entre a Rosatom e os Estados Unidos pelo mercado latino-americano de pequenos reatores nucleares. No terceiro bloco, o quadro Outros Olhares recebe novamente Marinana Barros, conduzida por Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat), para refletir sobre identidade, cultura política e literatura na América Latina e na Rússia. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Daniela Vieira Secches, Marinana Andrade e Barros, Giovana Dias Branco, Leonardo Nascimento e Laura Schneider de Lima. Inserção musical no final: “Garçom”, por João Ventura. Siga o artista no Instagram. Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio GALEANO, Eduardo. Futebol ao Sol e à Sombra. L&PM, 1995. LEÓN-PORTILLA, Miguel. A Conquista da América Latina Vista pelos Indígenas: Relatos Astecas, Maias e Incas. Vozes, 2023. GUERRA, Ciro (dir.). O Abraço da Serpente [El abrazo de la serpiente]. Colômbia/Venezuela/Argentina, 2015. 124 min. CANAL BRASIL. Sangue Latino: Eduardo Galeano. 2013. Documentário. Disponível em: YouTube. BARROS, Marinana Andrade e. Democracia na Agenda Regional da América Latina. Mencionado em entrevista. MEDEIROS, Murilo. Pesquisa sobre segurança como tema central nas eleições latino-americanas. Universidade de Brasília (UnB). Disponível em: Folha de S.Paulo. Capítulos: 00:00 — Introdução: eleições na América Latina e na Rússia em 2026 04:00 — Marinana Barros: a virada à direita nas urnas latino-americanas 10:00 — Giovana Branco: os quatro interesses russos na região 15:00 — Peru e Colômbia: pragmatismo além do alinhamento ideológico 21:00 — Ideologia não basta: o Itamaraty e o pragmatismo da política externa 29:00 — Boletim Ruslat: a imprensa russa e as eleições latino-americanas 38:00 — Agroindústria e energia nuclear na disputa Rússia-EUA 42:00 — Outros Olhares: identidade, literatura e cinema The post América Latina vira à direita, mas a Rússia não vai embora appeared first on Chutando a Escada.

  • July 2 · 31 min

    A China que o ocidente não conta

    Tatiana Teixeira (OPEU/UFU) recebe os professores Marcos Cordeiro Pires, livre-docente da UNESP e pesquisador do INCT-INEU, e Thais Caroline Ataide Lacerda, doutora em Ciências Sociais pela UNESP, para uma análise sobre da China contemporânea. A conversa parte da experiência concreta: dezessete viagens à China, dois meses de estudo em Wuhan e Pequim, consultorias em empresas estatais chinesas no Brasil. O que emerge é um retrato da China que contraria a imagem cinzenta e autoritária projetada pelos meios de comunicação ocidentais; um país que erradicou a pobreza extrema, lidera a produção científica global e planeja seu desenvolvimento por décadas. O debate percorre a relação da academia chinesa com o Estado, o papel dos Livros Brancos na formulação da política externa, a visão de Pequim sobre a América Latina como parceira estratégica no mundo multipolar e os mitos que ainda persistem no Ocidente sobre o país. No clipping, Yasmim Reis, doutoranda pelo Programa San Tiago Dantas (UNESP/UNICAMP/PUC-SP) e pesquisadora do OPEU, traz as principais notícias dos EUA: a resposta de Marco Rubio à carta de Flávio Bolsonaro, as decisões da Suprema Corte sobre imigração e os desdobramentos do cessar-fogo entre os EUA e o Irã. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Tatiana Teixeira (OPEU/UFU), Marcos Cordeiro Pires (UNESP/INCT-INEU), Thais Caroline Ataide Lacerda (UNESP) e Yasmim Abril Monteiro Reis (OPEU/San Tiago Dantas). Inserção musical no final: @2krispii, “Make Conservatives Conservative Again”. Capa do episódio: AFP-JIJI Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio ALLISON, Graham. Destined for War: Can America and China Escape Thucydides’s Trap? Boston: Houghton Mifflin Harcourt, 2017. Capítulos: 00:00 Introdução: A China de 1,4 bilhão de habitantes 03:00 Parcerias acadêmicas Brasil-China e o Instituto Confúcio na UNESP 14:00 Como a China enxerga a América Latina e os EUA 23:00 Os Livros Brancos e a integração entre academia e governo 34:00 A China como epicentro da ciência global 44:00 A rotina nas universidades chinesas 48:00 Derrubando mitos sobre a China 53:00 O futuro da disputa China-EUA 59:00 Clipping OPEU: Brasil-EUA, Suprema Corte e cessar-fogo no Oriente Médio 01:04:00 Encerramento The post A China que o ocidente não conta appeared first on Chutando a Escada.

  • #402
    June 25 · 28 min

    Do “crente não se envolve” ao “irmão vota em irmão”: Fé evangélica e política no Brasil

    O que une os barões da fé, a herança teológica colonial e o bolsonarismo? Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema-Direita, David Magalhães (UFU/OED) e Guilherme Casarões (FIU/OED) recebem Ronilso Pacheco (ISER/OED) para debater as raízes teológicas e políticas da captura do campo evangélico pela extrema-direita brasileira. Teólogo, pastor e diretor-executivo do Instituto de Estudos da Religião, Ronilso distingue a presença legítima da fé evangélica na esfera pública de um projeto de supremacia cristã, analisa o processo de radicalização que antecede em décadas a eleição de Jair Bolsonaro e questiona as estratégias do campo progressista diante do eleitorado evangélico. No boletim de notícias, David Magalhães analisa três episódios da extrema-direita europeia. Em foco estão as eleições regionais da Saxônia-Anhalt, onde o AfD lidera as pesquisas e transforma a Bauhaus em alvo de uma guerra cultural identitária; a estratégia digital de Jordan Bardella, que construiu hegemonia no TikTok mirando o eleitorado jovem; e as tensões crescentes entre Giorgia Meloni e Donald Trump, que revelam os limites da chamada internacional reacionária. Para fechar, a dica cultural é Retorno a Reims, do filósofo e sociólogo francês Didier Eribon, que indaga por que a classe operária francesa migrou do Partido Comunista para a extrema-direita. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: David Magalhães (UFU/OED), Guilherme Casarões (FIU/OED) e Ronilso Pacheco (ISER/OED). Inserção musical no final: Interpretação de Sarah Hester Ross de “The Day the Nazi Died” (Chumbawamba, 1993). Capa do episódio: Créditos: José Tramontin Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio ARENDT, Hannah. A condição humana. In: A condição humana. 2010. p. 407-407. ERIBON, Didier. Retorno a Reims. Belo Horizonte: Âyiné, 2020. (Original: Retour à Reims. Paris: Fayard, 2009.) GHERMAN, Michel; PACHECO, Ronilso. Diálogos em Tempos Difíceis: Decifrando a Gramática da Nova Extrema-Direita. São Paulo: Fósforo, 2026. PACHECO, Ronilso. Ocupar, resistir, subverter: igreja e teologia en tempos de violência, racismo e opressão. Novos Dialogos Editora, 2016. PACHECO, Ronilso. Teologia Negra: o sopro antirracista do Espírito. Editora Schwarcz-Companhia das Letras, 2024. Capítulos: 00:00 — Introdução 02:00 — Entrevista: os barões da fé e a captura política do campo evangélico 09:00 — O processo de radicalização que antecede o Bolsonaro 17:00 — Supremacia cristã e presença legítima da fé na política 25:00 — A cristofobia como estratégia de vitimização 33:00 — A esquerda diante do eleitorado evangélico 41:00 — Boletim OED 53:00 — Dica Cultural OED The post Do “crente não se envolve” ao “irmão vota em irmão”: Fé evangélica e política no Brasil appeared first on Chutando a Escada.

  • June 18 · 32 min

    Cazaquistão e a arte de equilibrar potências

    O GeSeu, Grupo de Estudos da Eurásia (UNIPAMPA), estreia no Chutando a Escada com análise do Cazaquistão. Flávio Lira, Bruna Mandu e Luiz Lobo discutem a era Nazarbayev, o Janeiro Sangrento de 2022 e a intervenção da OTSC, além da política externa multivetorial que equilibra Rússia, China, União Europeia e Estados Unidos sem alinhamento exclusivo.

  • #403
    June 11 · length unknown

    Do petróleo ao átomo: Rússia e América Latina na encruzilhada energética

    No Chute 400, o Ruslat e o Chutando a Escada discutem a cooperação energética entre Rússia e América Latina, do petróleo ao átomo. Igor Fuser (UFABC) e pesquisadores analisam hidrocarbonetos, energia nuclear e o risco para o Brasil, que importou 81% do seu diesel da Rússia em abril de 2026. No "Outros Olhares", idioma e diplomacia cultural com Matheus Pereira (Instituto Soyuz).

  • #399
    June 4 · length unknown

    Olhares ianques: A ditadura brasileira nos arquivos norte-americanos

    Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU), Tatiana Teixeira (OPEU) e Hannah De Gregorio Leão (OPEU) recebem o historiador Felipe Pereira Loureiro (IRI/USP) para discutir seu livro recém-lançado Olhares ianques: a ditadura brasileira nos arquivos norte-americanos (Companhia das Letras). Resultado de mais de uma década de pesquisa em documentação diplomática confidencial norte-americana, o livro reconstrói os bastidores da relação entre o governo dos Estados Unidos e o regime militar brasileiro, revelando o grau de intimidade entre diplomatas americanos e militares, empresários, jornalistas e lideranças políticas brasileiras ao longo dos vinte e um anos de ditadura. No segundo bloco, a pesquisadora Yasmim Abril Monteiro Reis (OPEU, PPGRI San Tiago Dantas) apresenta o clipping de política externa dos Estados Unidos: a classificação do Comando Vermelho e do PCC como organizações terroristas pelo governo Trump e a indicação do cubano-americano Daniel Pérez como novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil. Aperte o play. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Tatiana Teixeira (OPEU/UFU), Hannah De Gregorio Leão (OPEU), Felipe Pereira Loureiro (USP) e Yasmim Abril Monteiro Reis (OPEU, PPGRI San Tiago Dantas). Inserção musical no final: @2krispii, “Make Conservatives Conservative Again“. Capa do episódio: BBC Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio LOUREIRO, Felipe Pereira. Olhares ianques: a ditadura brasileira nos arquivos norte-americanos. São Paulo: Companhia das Letras, 2026. Disponível em: https://www.amazon.com.br/Olhares-ianques-ditadura-brasileira-norte-americanos/dp/8535943528/ Capítulos: 00:00 Introdução 00:03 A pesquisa: quinze anos de arquivos diplomáticos 00:12 A caixa-preta da política externa: documentos públicos vs. confidenciais 00:18 A capilaridade norte-americana: militares, jornalistas, políticos e empresários 00:28 AI-5 e o aplauso civil: o empresariado na engrenagem da repressão 00:35 Do passado ao presente: os déjà vus democráticos da ditadura 00:45 O que os Estados Unidos ainda escondem sobre o regime brasileiro 00:53 Clipping OPEU: CV e PCC na lista de terroristas e o novo embaixador dos EUA The post Olhares ianques: A ditadura brasileira nos arquivos norte-americanos appeared first on Chutando a Escada.

  • #398
    May 28 · 1 hr 28 min

    Bolsonarismo sem Bolsonaro nas eleições 2026

    O que resta do bolsonarismo quando o próprio Bolsonaro está preso e inelegível? Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema-Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem Cláudio Gonçalves Couto (FGV-SP/OED), um dos principais especialistas em política brasileira, para discutir o bolsonarismo como governo-movimento, a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, o escândalo do Banco Master e o papel que os Estados Unidos de Trump desempenham na equação eleitoral de 2026. No boletim de notícias, David Magalhães analisa três episódios recentes que revelam as contradições internas da Rassemblement National: a fratura programática entre Marine Le Pen e Jordan Bardella sobre política econômica, a proposta de Le Pen de retirar a França do comando integrado da OTAN e a mais recente ofensiva do partido contra Kylian Mbappé — três janelas para compreender os limites da direita radical francesa às vésperas de 2027. Para encerrar, a dica cultural traz o livro Diálogos em Tempos Difíceis: Decifrando a Gramática da Nova Extrema-Direita, de Michel Gherman e Ronilso Pacheco (Editora Fósforo). Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: David Magalhães (UFU / OED), Guilherme Casarões (FIU / OED) e Cláudio Gonçalves Couto (FGV-SP / OED). Inserção musical no final: Interpretação de Sarah Hester Ross de “The Day the Nazi Died” (Chumbawamba, 1993). Capa do episódio: O globo Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio CAULCUTT, Clea. French far right misses big targets but says it is on track for presidency. Politico, 26 maio 2026. FIESCHI, Catherine. “The French Far-right’s Foreign Policy: Big Ambitions, Uncertain Directions”. In: The Populist Turn in Middle Power Diplomacy. Washington: Carnegie Endowment for International Peace, maio 2026. GHERMAN, Michel; PACHECO, Ronilso. Diálogos em Tempos Difíceis: Decifrando a Gramática da Nova Extrema-Direita. São Paulo: Fósforo, 2026. MUDDE, Cas. Distinção conceitual entre direita radical e extrema-direita. PIRRO, Andrea. Sobre o conceito de far right como categoria guarda-chuva. Universidade de Bolonha. Capítulos 00:00 Introdução 02:00 Bolsonarismo como governo-movimento 23:00 A candidatura de Flávio Bolsonaro e o escândalo do Banco Master 43:00 Trump e a influência americana nas eleições de 2026 54:00 O futuro do Congresso e a ultradireita no Legislativo 01:03:00 Boletim OED: a crise interna da Rassemblement National 01:17:00 Mbappé e o nativismo lepenista 01:24:00 Dica cultural e encerramento The post Bolsonarismo sem Bolsonaro nas eleições 2026 appeared first on Chutando a Escada.

  • #397
    May 14 · length unknown

    81 anos depois: Rússia, Brasil e a memória da Segunda Guerra

    O que sobrou, 81 anos depois, da Grande Guerra Patriótica para a Rússia, do desembarque da Força Expedicionária Brasileira em Monte Castelo para o Brasil e do legado de Yalta para a ordem internacional contemporânea? Neste episódio em parceria com o Observatório Rússia e América Latina, Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Mariana da Gama Janot (INCT-Ineu) e Valdir da Silva Bezerra (@o_russianista), mestre em Relações Internacionais pela Universidade Estatal de São Petersburgo e organizador, com Boris Zabolotsky, do livro 80 Anos da Vitória na Grande Guerra Patriótica (Blucher, 2025). A conversa atravessa a contribuição massiva (e hoje contestada) da União Soviética para a derrota do nazifascismo, a entrada do Brasil no conflito a partir das contradições do Estado Novo e o modo como a memória da guerra foi mobilizada, na era Putin, para preencher o vácuo de identidade aberto pelo colapso soviético. No bloco de notícias, Giovana Dias Branco e Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento, pesquisadores do Ruslat, repercutem o mês de abril: a reaproximação Rússia-Cuba em meio à crise energética da ilha, a suspensão temporária das exportações de fertilizantes russos e seu impacto sobre o agronegócio brasileiro, o relatório sobre o treinamento de mais de mil criadores de conteúdo latino-americanos com participação da RT em espanhol, e a Holding Accountable Russian Mercenaries Act 2.0 (HARM Act 2.0), projeto bipartidário que tenta requalificar o Grupo Wagner e seus sucessores como organizações terroristas no contexto da intervenção dos EUA na Venezuela. No último bloco, Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) conversa com Boris Zabolotsky (Unifacs) sobre a insegurança ontológica da Rússia no pós-Guerra Fria e indica três filmes incontornáveis para pensar a guerra sem glorificá-la. Aperte o play. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Daniela Vieira Secches (PUC Minas / Ruslat), Valdir da Silva Bezerra (Ruslat), Mariana da Gama Janot (Programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas), Giovana Dias Branco (Ruslat), Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (Ruslat), Laura Schneider de Lima (Ruslat) e Boris Zabolotsky (Universidade Salvador – Unifacs / Ruslat). Capa do episódio: “Raising a flag over the Reichstag”, Yevgeny Khaldei, 2 de maio de 1945. Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio BEZERRA, Valdir da Silva; ZABOLOTSKY, Boris (orgs.). 80 anos da vitória na Grande Guerra Patriótica: memória, reconstrução e perspectivas. São Paulo: Blucher, 2025. Disponível em: https://www.blucher.com.br/bezerra-zabolotsky-os-80-anos-da-vitoria-na-grande-guerra-patriotica-memoria-reconstrucao-e-perspectivas. FERRAZ, Francisco César Alves. A guerra que não acabou: a reintegração social dos veteranos da Força Expedicionária Brasileira (1945-2000). 2003. Tese (Doutorado em História Social) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003. Disponível em: https://repositorio.usp.br/item/001295507. VAÏSSE, Maurice. As relações internacionais desde 1945. Lisboa: Edições 70. Disponível em: https://www.estantevirtual.com.br/livro/as-relacoes-internacionais-desde-1945-HLQ-9833-000-BK. ESTADOS UNIDOS. Congresso. Câmara dos Representantes. Holding Accountable Russian Mercenaries Act 2.0 (HARM Act 2.0). Projeto de lei bipartidário, 2026. Disponível em: https://joewilson.house.gov/sites/evo-subsites/joewilson.house.gov/files/evo-media-document/wilssc_082_xml-20.pdf. KLIMOV, Elem (dir.). Vá e veja [Idi i smotri]. URSS: Mosfilm; Belarusfilm, 1985. 142 min. ROMM, Mikhail (dir.). O fascismo cotidiano [Obyknovennyy fashizm]. URSS: Mosfilm, 1965. 130 min. Documentário. BALAGOV, Kantemir (dir.). Uma mulher alta [Dylda]. Rússia: Non-Stop Production, 2019. 137 min. ASSAYAS, Olivier (dir.). O mago do Kremlin [The Wizard of the Kremlin]. França/Reino Unido, 2025. Mencionado em entrevista. Capítulos 00:00 — Abertura: 81 anos do fim da Segunda Guerra Mundial 00:04 — Valdir Bezerra: a Grande Guerra Patriótica e o legado soviético contestado 00:10 — Mariana Janot: Estado Novo, FEB e a memória disputada da participação brasileira 00:18 — Era Putin: memória, identidade nacional e renascimento militar 00:24 — O Brasil hoje: defesa, paz e o legado contra o fascismo 00:31 — Boletim Ruslat: Cuba, fertilizantes e a guerra informacional 00:37 — Leonardo Nascimento: Grupo Wagner, Venezuela e a geoeconomia do petróleo 00:44 — Boris Zabolotsky: insegurança ontológica, América Latina e três filmes contra a glorificação The post 81 anos depois: Rússia, Brasil e a memória da Segunda Guerra appeared first on Chutando a Escada.

  • #396
    May 8 · 33 min

    EUA x China: A luta pelo poder global

    Para entender a disputa entre Estados Unidos e China é preciso recuar até 1776. Essa é a tese de Pedro Costa Jr., editor de Geopolítica e Relações Internacionais do jornal GGN, doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e autor do recém-lançado Estados Unidos versus China, a luta pelo poder global, publicado pela Editora Escuta. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório Político dos Estados Unidos, Tatiana Teixeira, editora-chefe do OPEU, e Yasmin Reis, pesquisadora do OPEU e doutoranda em Relações Internacionais pelo Programa Interinstitucional Santiago Dantas, recebem Pedro para uma conversa que articula teoria do poder global, história de longa duração e conjuntura contemporânea. A entrevista atravessa o encontro secreto entre Henry Kissinger e Zhou Enlai em 1971, a histórica visita de Nixon a Mao Tse Tung em 1972, o trauma do Vietnã, a reforma e abertura conduzida por Deng Xiaoping, a entrada da China na Organização Mundial do Comércio em 2001, o pivô fracassado de Barack Obama para a Ásia e o consenso bipartidário em Washington em torno da contenção global da China. Pedro discute por que Washington despertou tarde demais para o que Giovanni Arrighi chamou de transferência da fábrica e do cofre do mundo do Atlântico para o Pacífico e o que a aliança sem limites entre China e Rússia, firmada vinte dias antes da invasão da Ucrânia, sinaliza sobre o fim da velha ordem mundial liberal. Aperte o play. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Tatiana Teixeira (OPEU), Yasmin Reis (OPEU; PPGRI Santiago Dantas), Pedro Costa Jr. (GGN; USP). Capa do episódio: FT Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio ANDERSON, Perry. “Balanço do neoliberalismo”. In: SADER, Emir; GENTILI, Pablo (orgs.). Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995. ARRIGHI, Giovanni. O longo século XX: dinheiro, poder e as origens do nosso tempo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996. ARRIGHI, Giovanni. Adam Smith em Pequim: origens e fundamentos do século XXI. São Paulo: Boitempo, 2008. ARRIGHI, Giovanni; SILVER, Beverly J. Caos e governabilidade no moderno sistema mundial. Rio de Janeiro: Contraponto, 2001. COSTA JR., Pedro. Estados Unidos versus China: a luta pelo poder global. São Paulo: Editora Escuta, 2025. FUKUYAMA, Francis. O fim da história e o último homem. Rio de Janeiro: Rocco, 1992. HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995. KAGAN, Robert. The World America Made. New York: Knopf, 2012. KISSINGER, Henry. Sobre a China. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. VELASCO E CRUZ, Sebastião C. Os Estados Unidos no desconcerto do mundo. São Paulo: Editora Unesp, 2010. WALLERSTEIN, Immanuel. O declínio do poder americano. Rio de Janeiro: Contraponto, 2004. Capítulos: 00:00 Introdução e apresentação do convidado 02:30 Por que os anos 1970 são o ponto nevrálgico da relação sino-americana 09:00 De fábrica a cérebro do mundo, a transferência geoeconômica para o Pacífico 17:00 A viagem secreta de Kissinger e o jantar com Mao Tse Tung 27:00 O atropelo diplomático, o tempo milenar do império do meio 40:00 A janela perdida, por que os Estados Unidos não pararam a China em 1989 55:00 O consenso bipartidário em Washington pela contenção da China 1:01:00 A aliança sem limites entre Pequim e Moscou e o fim da velha ordem liberal The post EUA x China: A luta pelo poder global appeared first on Chutando a Escada.

  • #395
    April 30 · 1 hr

    A vitória de Péter Magyar na Hungria

    Em abril de 2026, depois de 16 anos no poder, Viktor Orbán foi derrotado nas urnas húngaras pelo deputado Péter Magyar e seu partido Tisza. Para Aline Burni, Research Fellow no ODI Global (Bruxelas) e pesquisadora do Observatório da Extrema Direita, o resultado é histórico. Mas o desafio de desmontar a “democracia iliberal” construída ao longo de quatro mandatos consecutivos é incomparavelmente mais complexo do que vencer uma eleição. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema Direita, David Magalhães (UFU; OED) e Guilherme Casarões (FIU) recebem Aline para discutir o legado de Orbán como “vitrine” e laboratório da direita radical, a coalizão negativa que viabilizou a vitória de Magyar e os impactos da queda do principal aliado de Moscou na União Europeia sobre a guerra na Ucrânia, as redes transnacionais reacionárias e a articulação geopolítica entre Trump, Bruxelas e Pequim. No segundo bloco, em substituição ao tradicional boletim de notícias, David traça um perfil de Peter Thiel após sua visita a Javier Milei na Casa Rosada, recorrendo a Quinn Slobodian (Crack-Up Capitalism) para situar o cofundador da Palantir na constelação de figuras (Patri Friedman, Curtis Yarvin, Hans-Hermann Hoppe) que pavimentam um projeto de “fuga da democracia” pela via da fragmentação jurisdicional. O episódio fecha com uma dica cultural crítica sobre Por Dentro da Machosfera, documentário recém-lançado na Netflix por Louis Theroux. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Aline Burni (ODI Global; OED), David Magalhães (UFU; OED), Guilherme Casarões (FIU). Inserção musical no final: “The Day the Nazis Died”, interpretação de Sarah Hester Ross. Capa do episódio: Cepa.org Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio: HOPPE, Hans-Hermann. Democracia: O Deus que Falhou — A economia e a política da monarquia, da democracia e da ordem natural. São Paulo: Instituto Ludwig von Mises Brasil, 2014. POR DENTRO da Machosfera. Direção: Louis Theroux. Estados Unidos/Reino Unido: Netflix, 2026. Documentário (streaming). SLOBODIAN, Quinn. Crack-Up Capitalism: market radicals and the dream of a world without democracy. New York: Metropolitan Books, 2023. THIEL, Peter. The Education of a Libertarian. Cato Unbound, 13 abr. 2009. Disponível em: https://www.cato-unbound.org/2009/04/13/peter-thiel/education-libertarian/ Capítulos: 00:00 Introdução 03:00 Aline Burni: o legado de 16 anos de Viktor Orbán 09:00 Por que o modelo iliberal ruiu nas urnas 14:00 A coalizão negativa por trás de Péter Magyar 21:00 Reconstruir a democracia: os obstáculos institucionais 26:00 A internacional reacionária sem o Orbán 37:00 Quem é Peter Thiel? Perfil de um arquiteto antidemocrático 55:00 Dica cultural: Por Dentro da Machosfera The post A vitória de Péter Magyar na Hungria appeared first on Chutando a Escada.

  • #394
    April 16 · 1 hr 20 min

    O Japão que não pode dizer não

    Em 2026, Donald Trump acusou o Japão de não ter participado da guerra contra o Irã — e na mesma cúpula bilateral evocou Pearl Harbor para responder a uma pergunta da primeira-ministra Sanae Takaichi. O Japão, que havia concordado em investir 550 bilhões de dólares nos Estados Unidos para evitar tarifas ainda mais severas, ouvia em silêncio. A quarta maior economia do mundo, cercada pela China, pela Rússia e pela Coreia do Norte, encontra-se estruturalmente incapaz de contrariar Washington. A pergunta que este episódio tenta responder é: como um país chega a esse ponto? Para entender o Japão de hoje, é preciso recuar até 1945. Com Jojô Neto (PUC-MG), percorremos o arco que vai da ocupação americana e da constituição pacifista redigida pelas forças de MacArthur, passando pela ascensão econômica japonesa e o pânico que ela gerou em Washington nos anos 1980 e 1990, até a guinada nacionalista deflagrada pelas declarações Kono e Murayama sobre as chamadas “mulheres de conforto”, o surgimento de grupos como o Nippon Kaigi, e a consolidação do revisionismo histórico como ferramenta política sob Shinzo Abe, cujo legado ambíguo ainda define os termos do debate político japonês. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Filipe Mendonça (UFU/AIA-NRW) e Jojô Neto (PUC Minas) Inserções de áudio: Guardian Australia | Bloomberg Capa do episódio: Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), outubro de 2025 Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Gosta do whastapp? Faça parte de nosso canal clicando aqui Capítulos: 00:00 — O Japão que não pode dizer não: conjuntura e abertura 00:07 — O Japão do pós-guerra: ocupação americana e nova constituição 00:17 — O pacifismo como projeto de poder 00:24 — O Japão Imperial: anticolonial mas não decolonial 00:30 — Ascensão econômica e o “perigo amarelo” 00:42 — Os anos 1990: fim da Guerra Fria e guinada nacionalista 00:45 — As declarações Kono e Murayama e as “mulheres de conforto” 00:53 — Koizumi, Yasukuni e a extrema direita japonesa 00:57 — Shinzo Abe: dos dois mandatos ao legado ambíguo 01:15 — Abenomics, Cool Japan e o fim do governo Abe The post O Japão que não pode dizer não appeared first on Chutando a Escada.

  • #393
    April 9 · 1 hr 6 min

    Tempo de Cavalos Bêbados (e Petróleo): o Irã, a Rússia e a América Latina

    Em seu segundo encontro com o Chutando a Escada em 2026, o Observatório Rússia e América Latina (Ruslat) se debruça sobre as conexões entre a política externa russa, o continente latino-americano e o acirramento das tensões no Oriente Médio, com foco particular na guerra no Irã. Conduzido por Daniela Secches, o episódio reúne sete pesquisadores em três blocos, traçando um panorama que vai da intervenção russa na Síria em 2015 ao reposicionamento de Moscou via Cuba em 2026. O episódio debate o papel das comunidades da diáspora médio-oriental na América Latina, a polarização política em torno do conflito israelo-palestino, a diplomacia nuclear da Rosatom e, para encerrar, a civilização iraniana em perspectiva histórica e cultural, com sugestões de leituras e filmes para quem quer compreender o Irã para além da conjuntura imediata. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Daniela Vieira Secches (PUC-MG), Guilherme Casarões (FIU), Danielle Makio (UNESP/UNICAMP/PUC-SP); Leonardo Nascimento (PUC-MG); Giovana Branco (USP); Laura Schneider (PUC-MG); Danny Zahreddine (PUC-MG; GEOMM). Inserção musical no final: Tempo de Cavalos Bêbados Capa do episódio: Plano crítico Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio: GHOBADI, Bahman (dir.). Tempo de Cavalos Bêbados. Irã: Bahman Ghobadi Productions, 2000. 80 min. KHAYYAM, Omar. Rubaiyát. [Séc. XI]. Tradução disponível em diversas edições. Capítulos: 00:00 — Abertura 02:00 — Introdução ao episódio 05:00 — Rússia e Oriente Médio: da Síria ao Irã 13:00 — América Latina e Oriente Médio: história e contexto 30:00 — América Latina diante do conflito israelo-palestino e da questão iraniana 40:00 — Diplomacia nuclear russa e a América Latin 46:00 — Rússia e Cuba: petróleo e reposicionamento estratégico 50:00 — Civilização iraniana: história, cultura e sugestões The post Tempo de Cavalos Bêbados (e Petróleo): o Irã, a Rússia e a América Latina appeared first on Chutando a Escada.

  • #392
    April 6 · 1 hr 19 min

    Chavismo sem Maduro: O que esperar?

    Em 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos realizaram uma operação militar em Caracas, sequestrando o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores. O episódio colocou a Venezuela num estado de transição ambíguo: sem Maduro no poder, mas com o chavismo ainda controlando as principais instituições do Estado. Semanas depois, uma reforma acelerada da lei de hidrocarbonetos abriu caminho para maior controle norte-americano sobre o petróleo venezuelano, com royalties reduzidos e contratos sujeitos à arbitragem internacional, algo que a legislação anterior proibia explicitamente. Neste episódio do OPEU em parceria com o Chutando a Escada, Tatiana Teixeira conversa com Ana Penido, professora do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da UFRJ, e Carolina Silva Pedroso, professora adjunta na Unifesp, ambas pesquisadoras do INCT-INEU. As convidadas reconstroem o que mudou e o que permanece na Venezuela, analisam as implicações econômicas e políticas das mudanças impostas sob pressão norte-americana e discutem se o sequestro de Maduro representa um novo padrão de intervenção na América Latina ou apenas a intensificação de uma estratégia já em curso há mais de vinte anos. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Tatiana Teixeira (editora-chefe do OPEU), Ana Penido (UFRJ/INCT-INEU), Carolina Silva Pedroso (Unifesp/INCT-INEU) Inserção musical: @philiplabes, “Let’s Do It Again” Capa do episódio: Leonardo Fernández Viloria/Reuters Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Capítulos 00:00 — Apresentação e contexto 02:00 — O sequestro de Maduro: o que os EUA conquistaram — e o que não conquistaram 08:00 — A estratégia militar venezuelana e a resistência do chavismo 12:00 — A sociedade venezuelana: da crise de 2016-2019 à reorganização 19:00 — A lei de hidrocarbonetos e a soberania do petróleo venezuelano 29:00 — Sanções como continuidade: de Obama ao Trump 2.0 53:00 — Lições para o Brasil e a América Latina 01:11:00 — Chavismo sem Maduro: o que pode sobreviver? The post Chavismo sem Maduro: O que esperar? appeared first on Chutando a Escada.

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