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Artwork for Agência ECCLESIA

Agência ECCLESIA

Agência ECCLESIA

Agência de informação da Igreja Católica em Portugal

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  • 39 episodes
  • Avg 23 min
  • Portuguese
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  • Friday · 5 min

    LUSOFONIAS - Quatro Missionários, 25 anos depois…

    Tony neves, em RomaEra uma vez há quase 25 anos! A geografia não engana: foi em Nogueira, Braga. O evento marcou aquela paróquia: a Ordenação Presbiteral de Victor Silva, Missionário Espiritano. O momento da foto também é obvio: ação de graças da Eucaristia, com quatro jovens a segurar o mundo. O mais curioso é que os quatro jovens estampados são hoje, duas décadas e meia depois, missionários de longo e fecundo compromisso, em geografias e percursos muito plurais. 25 anos depois, aqui na Casa Geral dos Espiritanos em Roma, voltaram-se a encontrar os quatro! Ou melhor, os cinco, porque o fotógrafo voltou a ser o mesmo: eu!Recuemos nesta bela história para apresentar tais figuras missionárias. Da direita para a esquerda, temos o Frédéric Rossignol, um jovem belga que estava a concluir os estudos em Teologia na Universidade Católica Portuguesa. Ao seu lado, está o diácono Crispin Mbumba, congolês, a fazer já o seu estágio de pastoral. Depois vem o já Padre Victor Silva (esta foto foi tirada na Missa de Ordenação) e, finalmente, à esquerda, está outro jovem espiritano, o Albert Ndongo Assamba, camaronês, também em fase conclusiva dos seus estudos teológicos em Portugal.

  • September 11 · 4 min

    LUSOFONIAS - A ‘Magnifica Humanitas’ e a civilização do Amor – V

    Tony Neves, em RomaO papel que a Inteligência Artificial desempenha na guerra traz enormes riscos: ‘torna mais rápida e impessoal a decisão sobre a vida e a morte e apresenta o recurso à força como uma opção imediata e exequível’ (nº182). Há dados evidentes: ‘a revolução digital está a modificar a gramática dos conflitos (…). A fronteira entre a proteção e a agressão está a dissipar-se’ (nº183).Paulo VI introduziu a expressão ‘civilização do amor’ durante a Guerra fria, num tempo de corrida ao armamento e fortes desequilíbrios económicos. Trata-se de um ‘projeto exigente’ que o Papa Francisco explicou melhor na Fratelli Tutti: ’só este amor social, capaz de se tornar cultura e norma, pode gerar uma ordem internacional estável, transformando a convivência de simples coexistência armada numa comunidade de destino’ (nº186).A guerra está a normalizar-se, apesar do grito de Paulo VI na ONU em 1965: ‘Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra!’. Hoje, ‘a guerra é um instrumento de política internacional, enquanto precisamente se degradam aqueles critérios éticos que tinham limitado o seu uso’ (nº190). A guerra é hoje ‘preparada através de narrativas simplistas, lógicas de amigo-inimigo, desinformação e medo’ (nº192).

  • September 10 · 32 min

    Vítor Cotovio, o médico psiquiatra que queria ser varredor de ruas

    No Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, que se assinala a 10 de setembro, o psiquiatra e psicoterapeuta lembra que se “morre mais por suicídio” do que em acidentes de viação. Um tema para a conversa no programa Ecclesia, emitido neste dia na RTP Antena 1, que publicamos integralmente no podcast Alarga a Tua Tenda, para conhecer o médico que queria ser varredor de ruas e hoje acompanha e produz pensamento sobre quem habita as ruas das cidades e aldeias

  • September 4 · 4 min

    LUSOFONIAS - ‘Magnifica Humanitas’ – verdade, trabalho e liberdade – IV

    Tony Neves, em RomaHá que salvaguardar o humano na transformação – defende Leão XIV na ‘Magnifica Humanitas’. A Verdade é apresentada como bem comum, aliada da democracia que, muitas vezes com a ajuda da Inteligência Artificial, enfrenta a desinformação. Pelo que ‘só a busca partilhada da verdade factual, assumida como bem comum, pode dar origem a uma correta comunicação’ (nº132). Assim, ‘uma sociedade é nobre e respeitável, nomeadamente porque cultiva a busca da verdade e pelo seu apego às verdades fundamentais’ (nº133).É fundamental a promoção de uma ‘ecologia da comunicação’ através de normas transparentes, de um jornalismo sério e de uma consciência educativa a cultivar pela escola, pela família, pela universidade. Também ‘as comunidades cristãs devem empenhar-se numa comunicação transparente e na busca fiel da verdade dos factos’ (nº138). Se é importante a educação para uma correta utilização da IA, também ‘devemos educar-nos ao jejum da IA e proteger os nossos jovens das promessas da máquina perfeita, daquela subtil sedução que parece tornar o pensamento humano inútil precisamente quando é mais necessário’ (nº140). Há que lutar contra todas as formas de bullying e ciberbullying.A escola é central na busca da verdade. O primeiro desafio é sociopolítico, com a exigência de combate às ‘fortes desigualdades no acesso à escolaridade’ (nº144). O segundo é pedagógico, com exigências de atualização para ‘garantir um crescimento integral dos alunos’ (nº145). O terceiro é intelectual e sapiencial, promovendo ‘uma verdadeira higiene da atenção: ritmos que prevejam silêncio, estudo aprofundado, leitura, debate ponderado’ (nº146). Pede-se uma renovada aliança educativa, pois ‘a escola não é chamada a acompanhar a velocidade do mundo digital, mas a oferecer aquilo que o digital, por si só, não consegue: tempo partilhado para aprender e relações de confiança’ (nº147).

  • August 28 · 4 min

    LUSOFONIAS - A ‘Magnifica Humanitas’ – as promessas da Inteligência Artificial – III

    Tony Neves, em FátimaO Papa Leão, no III Capítulo da encíclica ‘Magnifica Humanitas’ põe a grandeza da pessoa humana em confronto com as promessas da Inteligência Artificial. Analisa o paradigma tecnocrático neste nosso mundo globalizado, em que vencem as lógicas perversas da eficiência, do domínio e do lucro (cf nº92). O Papa lembra que ‘mais poderoso não significa necessariamente melhor’ (nº93). Já o Papa Paulo VI defendia que os progressos científicos, as invenções técnicas e o desenvolvimento económico ‘se não estiverem unidos a um progresso social e moral, voltam-se, necessariamente, contra o homem’ (nº94). Também há que evitar o risco da concentração na mão de poucos do poder, em contexto digital, que vem do ‘controle das plataformas, das infraestruturas, dos dados e da capacidade de computação’ (nº95).A conclusão que o Papa partilha é: ‘ante esta concentração de poder no mundo digital, os grandes princípios da DSI tornam-se critérios para avaliar e discernir o novo cenário: a dignidade inalienável da pessoa, o bem comum, a destinação universal dos bens, a subsidiariedade, a solidariedade e a justiça social’ (nº96). E, para Leão XIV é obvio: ‘as ditas inteligências artificiais não vivem uma experiência, não possuem um corpo, não passam pela alegria e pela dor, não amadurecem nas relações, não conhecem internamente o que significa o amor, trabalho, amizade, responsabilidade. Nem sequer possuem uma consciência moral: não julgam o bem e o mal, não captam o sentido último das situações, não assumem sobre si o peso das consequências’ (nº99). Mas – há que reconhecer – a IA é uma ajuda preciosa, mas não é moralmente neutra e requer atenção. Também é importante olhar para a perspetiva ecológica: ‘é essencial desenvolver soluções tecnológicas mais sustentáveis para reduzir o impacto ambiental e cuidar da nossa Casa comum’ (º101).

  • August 24 · 5 min

    LUSOFONIAS - A ‘Magnifica Humanitas’ de Leão XIV – II

    Tony Neves, em GondomarA primeira encíclica de Leão XIV continua a fazer correr rios de tinta. O segundo capítulo aprofunda alguns dos fundamentos e princípios da Doutrina Social da Igreja (DSI). O ser humano é imagem do Deus trinitário e ‘tanto o anúncio como a experiência cristã, guiados pela ação do Espírito Santo, tendem a gerar no mundo consequências sociais’ (nº49). Sobre ‘a igual dignidade de todos os seres humanos’, o Papa Leão afirma: ‘o valor da pessoa, no entanto, não depende do que ela realiza ou produz, pois existem direitos que pertencem a todos simplesmente por serem pessoas’ (nº51). Defende adiante: ‘a dignidade fundamental de cada pessoa não se adquire nem se merece, nem precisa de ser demonstrada’ (nº53). O último fundamento é o ‘altíssimo valor dos direitos humanos’. João Paulo II disse que ‘a Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU 1948) continua a ser, nos nossos dias, uma das mais excelsas expressões da consciência humana. Ela é uma pedra miliária no caminho do progresso moral da humanidade’ (nº54). Há um reconhecimento dos direitos das minorias e a afirmação da igual dignidade entre homens e mulheres (cf. nº57).

  • August 20 · 32 min

    A leitura como exercício espiritual, com Cristiana Vasconcelos Rodrigues - Emissão 20-08-2026

    Desafiamos a professora universitária Cristiana Vasconcelos Rodrigues a propor autores que na sua escrita cruzem a espiritualidade, ou como pergunta, como ação de graças, como apelo ou procura. Daniel Faria, Frei José Augusto Mourão e D. José TolentinoMendonça, Ranier Maria Rilke, e. e. Cummings, Sophia de Mello Breyner Andresen e Maria Gabriela Llansol são sugestões da Professora universitária e investigadora em Estudos Germanísticos e Comparados, que cresceu maravilhada entre o encanto e o mistério de como “letras, dispostas umas ao lado das outras, formando palavras e frases e construídas de certa maneira, numa certa mancha gráfica, conseguem oferecer tanto mundo”. A experiência de leitura foi sendo um prazer, nada forçadona sua vida, à medida que ia crescendo entre os pais médicos mas que mergulhavam em diversos autores, permitindo também os filhos usufruírem dessa biblioteca. “Ler um livro é mergulhar numa outra dimensão do dia, andarum pouco nesse mundo e, depois sair desse momento de leitura, é até necessária uma passagem, sabermos transitar para o quotidiano, para as coisas do dia”, traduz.

  • August 15 · 4 min

    LUSOFONIAS - A ‘humanidade magnífica’ de Leão XIV.I

    Tony Neves, em Portalegre e Castelo Branco‘Humanidade magnífica’ ou, em latim, ‘Magnifica humanitas’ – que nome tão feliz para a primeira encíclica do Papa Leão XIV que, como se esperava, é um documento social. A escolha do nome é sempre, para um Papa, um programa de missão. Leão XIII foi o ‘pai da doutrina social da Igreja (DSI)’ e, por isso, todos esperavam que Leão XIV refletisse e orientasse a Igreja nos novos tempos que hoje estão marcados pelo impacto da Inteligência Artificial (AI). E assim aconteceu…Desde a sua publicação, a 15 de maio, não pararam de chover reações vindas de todos os quadrantes. É claro que há quem a não aprecie, mas espantou-me a reação maioritariamente favorável quanto à oportunidade, ao conteúdo e às propostas que lança à Igreja e ao mundo.Li três vezes. Sublinhei. Tive a feliz oportunidade de falar sobre este documento em diversos ambientes, desde os media até encontros organizados em Moçambique e Angola. E confesso que quanto mais leio e mais debato, mais convicto fico acerca da importância do texto e do impacto que ele já vai tendo por esse mundo além.Nas próximas crónicas vou tentar fazer uma visita guiada à encíclica, tentando destacar as ideias e propostas que considero mais ousadas e, por isso mesmo, desafiantes. Começa assim o Papa: ‘Cada geração recebe em herança a tarefa de dar forma ao seu tempo: de fazer amadurecer a história como um lugar onde a dignidade de cada pessoa seja salvaguardada, a justiça promovida e a fraternidade possibilitada’ (nº1). Leão XIV presta a primeira homenagem a Leão XIII que, em 1891, publicou a ‘Rerum Novarum’ como resposta aos impactos da revolução industrial.

  • August 15 · 32 min

    Festas da Senhora da Agonia em Viana do Castelo, com o padre Renato Oliveira - Emissão 15-08-2026

    Associamo-nos às festas da Senhora da Agonia. Recebemos o padre Renato Oliveira, pároco de São romão de Neiva, a pouco mais de 10 kms de Viana do Castelo. Por esta altura já as ruas mostram sinais da celebração que marca no calendário a devoção à Senhora da Agonia, numa tradução da religiosidade popular, mas também o encontro de pessoas, que chegam pela primeira vez e se juntam às gerações familiares que mantêm a tradição, ano após ano. Falamos com um filho da terra que acompanha espiritualmente e também de forma festiva, as festas da Senhora da Agonia em Viana do Castelo, que hoje têm início e se estendem ate ao dia 23.

  • August 13 · 32 min

    O núncio apostólico que queria ser pároco da aldeia - Emissão 13-08-2026

    D. Andrés Carrascosa Coso queria ser pároco da aldeia, se possível próximo de Cuenca, a sua terra natal, para acompanhar os últimos anos da vida dos seus pais, mas a sua vocação seria moldada pela frase que o seu bispo um dia lhe disse: «Aquele que quer servir, não escolhe o lugar do serviço». São 41 anos ao serviço da diplomacia da Santa Sé que levouD. Andrés a trabalhar com São João Paulo II, uma “pessoa enorme”, a acompanhar representações Pontifícias na Libéria e Dinamarca, nas Nações Unidas e nas Instituições especializadas em Genebra, no Brasil e Canadá, tendo passado também pela Serra Leoa, Guiné Conacri e Gambia,Suécia, Islândia, Finlândia e Itália. Na Libéria, onde chegou com 29 anos, acompanhou um golpe de Estado, que durou algumas horas, foi retirado do carro diplomático com quatro metralhadoras, sofreu malária; no Congo conversou com guerrilheiros, ajudou através da diplomacia, ao desenvolvimento da democracia – uma forma de ler o Evangelho com as pessoas. Desde fevereiro em Portugal, surpreendeu com a sua formapróxima de estar com as pessoas, disponível para os encontros, apostado na transparência quando explica o processo de nomeação de bispos e em combater oclericalismo, quando quer escutar todos. Ser simples e próximo é a sua forma de ser pároco da aldeia,de acompanhar e conhecer a real vida das pessoas, como o sonho que o levou em 1980 a ser ordenado padre, depois de crescer numa família onde o testemunho de mártires assassinados na Guerra Civil o acompanhou e moldou a sua vocação e de duas irmãs que hoje são consagradas.

  • August 8 · 32 min

    Campos de férias dos Pulgas, Carraças e Carrações - Emissão 08-08-2026

    Estamos durante estas semanas de verão a dar-lhe conta deprojetos e férias missionarias, que numa oferta diversa marcam as atividades de tantas congregações, movimentos e dinâmicas da Igreja católica. Assim é com o projeto de campos de férias dos Carraças, desenvolvido pela Associação Férias com Deus, uma associação católica de formação espiritual e campos de férias, que desafia os jovens e crianças para momentos de convívio,alegria e crescimento na fé, frequentemente com atividades ao ar livre e em ambiente de acampamento. Vamos perceber como surgiu este nome - Carraças - a que se juntam ainda os Pulgas e os Carrações, e as atividades queorganizam ao longo do mês de julho e até ao início de agosto, conversando com Pedro Simão e Manuel Cana Verde.

  • August 7 · 5 min

    LUSOFONIAS - Angola, pela Estrada Nacional 206

    Tony Neves, em AngolaAngola é grande e bela, por isso está cheia de excelentes motivos para a percorrer de lés a lés. Sempre que posso, dispenso o ar e o mar, pois prefiro a estrada, mesmo esburacada! O novo aeroporto Dr. António Agostinho Neto está longe demais de Luanda (a 40 kms!) sem suficientes acessos ao centro da capital. Ali aterrei vindo de Maputo e dali levantei voo rumo a Lisboa. Pelo meio, vivi quase três semanas, tendo pisado terras das Províncias de Luanda, Bengo, Icolo e Bengo, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Benguela, Huambo e Bié. Tudo por terra…Viajar de Luanda até Benguela é fazer 550 kms de encher os olhos da beleza do mar que vai aparecendo à esquerda ou de florestas, rios e povoações que vão surgindo com o andar das horas. Passamos por Porto Amboim, Sumbe (a 330 kms) e, bem mais à frente, a bela cidade do Lobito (a 500 kms). Benguela impõe-se como uma cidade litoral, tendo a praia morena como postal e as acácias rubras como imagem de marca. Ali tive a alegria de celebrar na Igreja mais antiga da cidade, Nossa Senhora do Pópulo, edifício concluído em 1748. Mas – lembra-me o P. Angelino Tchivandja, pároco – a Igreja do Pópulo existe há 409 anos!A emblemática Estrada Nacional 206 tomou conta de mim nos dias que se seguiram. Assim, deixei Benguela e rumei ao Huambo, percorrendo os quase 350 kms que separam estas duas grandes cidades. É bom que se saiba que a EN 206 (com 1350 kms) ladeia o famoso Caminho de Ferro de Benguela que, com os seus 1344 kms, liga esta cidade ao Luau, na fronteira da República Democrática do Congo. Está alcatroada até ao Kuito-Bié e, depois, é uma picada em péssimo estado…

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